Portal da Cidade Foz

TRANSPORTE DE CARGAS

Caminhoneiros marcam protesto na Ponte da Integração para segunda-feira (3)

Manifestação começa às 7h e cobra que caminhões brasileiros de grande porte possam circular pela estrutura durante o dia.

Publicado em 31/07/2026 às 11:39
Atualizado em

(Foto: Reprodução/ABC Color)

Caminhoneiros que atuam no transporte internacional de cargas anunciaram uma paralisação para segunda-feira (3), no lado brasileiro da Ponte da Integração, entre Foz do Iguaçu e Presidente Franco, no Paraguai. A mobilização está prevista para começar às 7h.

O protesto foi convocado após a Comissão Mista Brasil-Paraguai autorizar a circulação de cerca de 350 caminhões paraguaios de pequeno porte, vazios, das 7h às 19h. A nova etapa da operação da ponte também começa na segunda-feira.

Segundo as entidades sindicais, aproximadamente 200 caminhões brasileiros de grande porte, que também atravessam a fronteira sem carga, continuarão impedidos de usar a estrutura durante o dia.

Atualmente, esses veículos podem atravessar a Ponte da Integração das 22h às 5h. A partir de segunda-feira, o período será ampliado e passará a funcionar das 20h30 às 5h.

A reivindicação é para que os caminhões brasileiros de grande porte recebam o mesmo tratamento e também possam circular pela ponte entre 7h e 19h.

A manifestação é organizada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transporte e Logística (CNTTL), pela Federação dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado do Paraná (Fetropar), pelo Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Foz do Iguaçu (Sitro-FI) e por outras entidades da categoria.

Um ofício informando sobre a paralisação foi encaminhado ao Ministério das Relações Exteriores. Os organizadores não detalharam quanto tempo o protesto deve durar nem como será realizada a mobilização na ponte.

Motoristas reclamam da falta de estrutura

De acordo com os sindicatos, os caminhoneiros brasileiros precisam permanecer durante horas em Presidente Franco até a liberação do horário de travessia.

As entidades afirmam que não há estrutura adequada no local para atender os motoristas. Entre os problemas relatados estão a falta de segurança, água potável, banheiros e condições de higiene.

Os sindicatos informaram que lamentam os possíveis transtornos causados à população, mas consideram a mobilização necessária para garantir tratamento igualitário aos trabalhadores do transporte internacional.

Nova etapa começa no dia do protesto

A mudança no tráfego faz parte do cronograma de abertura gradual da Ponte da Integração. A estrutura ainda não funciona de forma plena por causa de obras que permanecem em andamento no lado paraguaio.

A partir de segunda-feira, caminhões de pequeno porte poderão atravessar a ponte vazios, no sentido Brasil-Paraguai, entre 7h e 19h. O retorno com carga, no entanto, continuará sendo realizado pela Ponte Internacional da Amizade.

Para o Sindicato dos Transportadores de Foz do Iguaçu e Região (Sindfoz), a retirada desses veículos da Ponte da Amizade deve ajudar a organizar o fluxo e reduzir os impactos no trânsito da fronteira.

A entidade estima que a demora na abertura integral da Ponte da Integração cause perdas anuais de R$ 2 bilhões a R$ 3 bilhões ao comércio entre Brasil e Paraguai. Em 2025, a corrente comercial entre os dois países chegou a aproximadamente R$ 8 bilhões.

Circulação de ônibus também será ampliada

A Comissão Mista Brasil-Paraguai também ampliou a circulação de ônibus pela Ponte da Integração.

Os coletivos de transporte urbano internacional da linha entre Foz do Iguaçu e Presidente Franco poderão circular das 7h às 19h. Para a travessia, será necessária a apresentação do Documento de Trânsito Vicinal Fronteiriço.

Ônibus de turismo fretados que não tenham Foz do Iguaçu ou Ciudad del Este como destino final, além dos veículos de linhas internacionais, poderão passar pela ponte durante 24 horas.

A Receita Federal informou que prepara a alfândega de Foz do Iguaçu para a futura operação integral da estrutura, incluindo o planejamento de equipes para trabalhar em regime de 24 horas.

A liberação de carros de passeio, solicitada pelo Conselho de Desenvolvimento da Região Trinacional do Iguassu (Codetri), ainda não foi autorizada.

Em 2025, o Porto Seco de Foz do Iguaçu movimentou aproximadamente US$ 9,8 bilhões. O Paraguai respondeu por 77,5% do movimento, com a passagem de 166.661 caminhões, segundo dados da Receita Federal.

Fonte: Portal da Cidade

Participe do grupo do Portal da Cidade no WhatsApp