Portal da Cidade Foz

Cuidados Redobrados

Comitê do CCZ pede o apoio da população para evitar nova epidemia da dengue

Somente na primeira semana de agosto deste ano, 68 pessoas já foram notificadas com dengue em Foz do Iguaçu.

Postado em 16/09/2020 às 13:34

(Foto: Divulgação)

(Foto: Divulgação)

O Comitê da Dengue e as autoridades em saúde do município estão reforçando o pedido de apoio da população para evitar uma nova epidemia da doença na cidade. O alerta foi reforçado na manhã desta quarta-feira (16) durante uma coletiva de imprensa, realizada na sede da Vigilância em Saúde.

De acordo com os dados do último boletim epidemiológico, publicado nesta terça-feira (15), já foram notificados 444 casos de dengue, com 83 confirmações.  Esses números são muito semelhantes ao mesmo período do ano passado, quando a cidade passou posteriormente por uma das piores epidemias de sua história.  

O levantamento aponta que na primeira semana de agosto de 2019 foram registrados 55 casos, enquanto no mesmo período deste ano, o sistema notificou 68 pessoas com dengue. O cenário atual coloca a cidade como área de risco para a transmissão do Aedes Aegypti e pode levar a uma nova onda de contaminação ainda em dezembro deste ano.

Segundo o chefe da Vigilância Epidemiológica, Roberto Doldan, o contexto neste ano é ainda mais grave por conta da pandemia da Covid-19 e da ocupação de leitos de UTI em sua capacidade máxima.

“Tivemos epidemias recorrentes nos últimos anos, mas desta vez é mais grave porque temos uma pandemia em curso. Somente no ano passado, foram 26 mil casos notificados e os números começaram muito semelhantes ao do mesmo período deste ano, o que sinaliza para um novo surto”, argumentou.

Apoio

A mobilização visa construir uma grande rede de apoio para sensibilizar com antecedência a população quanto aos riscos de um novo surto da doença.

“Pedimos a colaboração da comunidade, para que cada um faça a sua parte, porque a doença afeta a todos. A pandemia trouxe a importância de pensar no outro, e, com a dengue, é a mesma coisa, precisamos que a comunidade se conscientize para evitar um colapso daqui a uns meses”, reforçou o Chefe do CCZ, Carlos de Santi.

Os dados da vigilância epidemiológica apontam que o combate à dengue é uma tarefa coletiva e depende principalmente do morador. Cerca de 80% dos focos do mosquito estão nos interiores das residências e nos quintais.

“Temos feito vistoria nos imóveis, mas por conta dos cuidados impostos pela pandemia não conseguimos acessar totalmente o interior das residências, esse é outro fator que torna fundamental a conscientização da população”, complementou.

Medidas

Além da mobilização educativa, o Comitê da Dengue e a rede assistencial já estão trabalhando no novo Plano de Contingência da doença e tomando as providências necessárias para reforçar o enfrentamento ao Aedes Aegypti.

“Estamos estudando a compra de um caminhão de hidrojato para auxiliar na limpeza de bueiros, que são as fontes ocultas de criadouros do mosquito e também adotaremos ações estratégicas como os mutirões realizados no começo do ano e o fumacê”, acrescentou Santi.

De acordo com ele, o comportamento do mosquito também será melhor avaliado com a conclusão do LIRAa (Levantamento Rápido de Índices do Aedes Aegypti) na próxima semana.  

“A partir do LIRAa poderemos adotar as medidas estratégicas nas regiões mais afetadas pelo mosquito”, completou.

Fonte:

Deixe seu comentário

Mais Lidas