Atenção aos sintomas
Feridas que não cicatrizam em gatos podem ser sinal de esporotricose, alerta CCZ
Manter gatos dentro de casa é a principal forma de prevenção contra doença que pode ser transmitida dos animais para pessoas.
Publicado em 19/09/2026 às 14:40
Foz do Iguaçu registrou 572 casos de esporotricose em animais e pessoas entre janeiro e agosto deste ano. Segundo o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), foram 461 casos em animais e 111 em humanos. A orientação é manter os gatos longe das ruas para reduzir o risco de transmissão.
A esporotricose é uma infecção causada por fungo que atinge principalmente gatos, mas também pode passar para seres humanos. Nos animais, os principais sinais são feridas que não cicatrizam, lesões espalhadas pelo corpo, espirros, ruídos ao respirar e alterações na região do nariz.
O primeiro caso diagnosticado em Foz do Iguaçu foi registrado em 2019. Desde então, segundo o CCZ, houve aumento significativo das notificações no município.
Como ocorre a transmissão
Entre os gatos, a transmissão acontece principalmente pelo contato com animais infectados. Brigas são consideradas uma das situações de maior risco, porque arranhões e mordidas facilitam a entrada do fungo no organismo.
Um gato doente também pode transmitir a infecção para outros animais da mesma casa e para as pessoas. O compartilhamento de caminhas, potes e outros objetos utilizados pelo animal infectado também exige cuidados.
Nos seres humanos, a contaminação ocorre principalmente por arranhões e mordidas. O contato com secreções ou superfícies contaminadas também pode representar risco quando a pessoa tem cortes, picadas, ferimentos ou outras pequenas lesões na pele.
Por isso, quem estiver cuidando de um animal com suspeita ou diagnóstico da doença deve evitar o contato direto com as lesões e seguir as orientações de um profissional.
Gatos devem ficar longe das ruas
A principal recomendação do CCZ é impedir que os gatos circulem livremente fora de casa. Telas, gatil ou outro espaço protegido podem evitar o contato com animais infectados.
Segundo o médico-veterinário do CCZ Carlos Santi, deixar o gato solto no quintal, em telhados ou na rua aumenta as chances de encontro com outros animais e, consequentemente, de transmissão da doença.
Ao perceber feridas que não cicatrizam ou outros sinais suspeitos, o tutor deve procurar atendimento veterinário. O CCZ também realiza atendimento mediante agendamento, que pode ocorrer na unidade ou, conforme o caso, na residência.
Moradora contraiu doença durante tratamento de gato
A corretora de imóveis Ariana Guerin teve contato direto com a esporotricose após resgatar um gato que apresentava uma lesão próxima ao olho. O animal foi diagnosticado com a doença e iniciou tratamento.
Durante os cuidados, Ariana também foi infectada e precisou passar por seis meses de tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Depois de dificuldades no tratamento do gato, ela procurou o CCZ e passou a receber acompanhamento da equipe.
Tratamento precisa de acompanhamento
A esporotricose tem tratamento, mas o CCZ alerta que medicamentos não devem ser utilizados por conta própria. O diagnóstico e a definição do tratamento precisam ser feitos por médico-veterinário.
Quanto mais cedo a doença for identificada, menor é o risco de transmissão para outros animais e para as pessoas que convivem com o gato.
O CCZ de Foz do Iguaçu oferece atendimento, diagnóstico e orientações aos tutores de animais infectados ou com suspeita da doença. O contato pode ser feito pelos telefones (45) 2105-8730 e (45) 99997-4448, este último também pelo WhatsApp.
Fonte: Portal da Cidade
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