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Vertedouro de Itaipu

Itaipu fecha uma das calhas do vertedouro para evitar nova subida do rio Paraná

Medida permite armazenar temporariamente mais água na barragem e reduzir os impactos da cheia sobre comunidades próximas ao rio Paraná.

Publicado em 23/10/2026 às 18:50
Atualizado em

(Foto: William Brisida/Itaipu Binacional)

A Itaipu Binacional fechou, às 15h40 desta sexta-feira (23), a calha central do vertedouro, em Foz do Iguaçu. A medida faz parte de uma estratégia para evitar que o nível do rio Paraná volte a subir nos próximos dias, diante da previsão de aumento no volume de água do rio Iguaçu.

A calha central estava aberta desde o dia 15 de outubro e, por enquanto, não há previsão de reabertura. Já a calha esquerda continua funcionando, liberando cerca de 8 milhões de litros de água por segundo.

O objetivo da usina é manter o nível do rio Paraná próximo dos atuais 116,60 metros acima do nível do mar, com a possibilidade de uma redução gradual, conforme as condições dos rios.

Rio Iguaçu pode mais que dobrar de volume

A principal preocupação é com o aumento da vazão do rio Iguaçu nos próximos dias. Atualmente, o rio transporta aproximadamente 5,5 milhões de litros de água por segundo, mas esse volume poderá chegar a 12 milhões de litros por segundo.

Para evitar que a cheia dos dois rios provoque uma nova elevação do Paraná, Itaipu está reduzindo a quantidade de água liberada pelo vertedouro.

A estratégia foi preparada nos últimos dias, quando a usina diminuiu o nível do reservatório de 220,50 metros, registrado em 13 de outubro, para 219,30 metros nesta sexta-feira. A queda de quase 1,20 metro criou espaço para armazenar temporariamente parte da água que chega à barragem.

Com isso, Itaipu poderá reduzir a liberação de água enquanto o rio Iguaçu estiver com vazão elevada, diminuindo os riscos para as comunidades que vivem próximas às margens do rio Paraná.

Nível na Ponte da Amizade deve permanecer estável

Segundo o engenheiro Paulo Zanelli Jr., coordenador da Comissão Especial de Cheias da Itaipu, a operação foi planejada para impedir que o aumento da vazão do Iguaçu provoque uma nova subida do Paraná na região de Foz do Iguaçu.

"A redução do vertimento vai manter o Paraná estável enquanto o Iguaçu sobe. Dessa forma, não haverá aumento do nível na estação de medição da Ponte da Amizade", explicou.

A usina continuará acompanhando o comportamento dos rios e poderá ajustar a quantidade de água liberada pelo vertedouro conforme a necessidade.

Apesar das mudanças na operação do vertedouro, a geração de energia elétrica seguirá normalmente, de acordo com as orientações dos órgãos responsáveis pelos sistemas elétricos do Brasil e do Paraguai.

Fonte: Portal da Cidade

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