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UDC transforma fatalidade ambiental em educação, conhecimento e ciência

Onça Parda morta em atropelamento fará parte do programa de Educação Ambiental da instituição.

Postado em 07/08/2019 às 15:46 |

(Foto: Divulgação )

O Centro Universitário UDC recebeu da Polícia Ambiental - Força Verde, o corpo de uma Onça Parda (Puma Concolor) que foi morta em decorrência de um atropelamento na PR-467, na região de Cascavel no final do mês de julho. Pesquisadores da UDC farão a necropsia, para determinar a causa da morte do animal, e o processo de taxidermia no mesmo.  

A Policia Ambiental doou o corpo da onça ao Centro Universitário por saber do importante trabalho de Educação Ambiental realizado na instituição de ensino a partir de fatalidades como a que ocorreu com o Puma.

Na sexta-feira (09), no Hospital Escola de Medicina Veterinária da UDC, o Pesquisador e Coordenador do Curso de Ciências Biológicas do Centro Universitário UDC, Profº. Ms. Joaquim Buchaim, acompanhado de universitários de Medicina Veterinária e Ciências Biológicas vai iniciar os processos no animal morto.

O corpo da onça será lavado e eviscerado. O grupo vai realizar a necropsia para saber a causa da morte e identificar todos os ferimentos sofridos pelo animal no atropelamento. Depois, a Onça Parda macho adulta, passará pelo processo de taxidermia não tóxico para enfim poder fazer parte do programa de Educação Ambiental da instituição.

Educação Ambiental UDC

O Centro Universitário UDC possui em seu inventário 4 grandes felinos, que passaram pelo processo de taxidermia e que hoje fazem parte de diversas ações de Educação Ambiental em toda a região. “As onças do nosso acervo são itinerantes. Sempre que há necessidade, emprestamos os exemplares a diversas instituições como o Parque Nacional do Iguaçu, Força Verde, Parque das Aves, Escolas e outros, para que fiquem em exposição e representem com sua imagem forte a importância desses animais para o meio ambiente”, explica Buchaim.

O Professor conta ainda, que o grande objetivo do trabalho é ajudar na conscientização sobre a importância da preservação destes grandes predadores do topo da cadeia alimentar. “O nosso trabalho de educação ambiental utilizando a coleção de onças serve para preservar a imagem dos animais de forma que a população simpatize com os mesmos e adquira consciência ambiental”.

A natureza perde muito 

O Coordenador lembra que a morte de um grande felino vai acarretar uma sequência de prejuízos à natureza. “É uma cadeia, quando perdemos um felino de grande porte como o que recebemos, uma série de fatores negativos ocorre na natureza. Ele era um macho, pode andar cerca de 60 km por dia para marcar seu território. Com a morte, outro animal vai assumir seu lugar e se o espécime morto tinha filhotes, seu sucessor vai cometer infanticídio, ou seja, pode ser que muito mais fatalidades ocorram em decorrência do atropelamento”.

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