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Professores de Foz do Iguaçu pedem a saída do secretário estadual de Educação

Para os educadores, Renato Feder não defende a escola pública nem possui interlocução com a categoria.

Postado em 05/07/2019 às 19:24 |

(Foto: Divulgação )

Professores, pedagogos e funcionários de escolas realizaram ato público em frente ao Núcleo Regional de Educação (NRE) de Foz do Iguaçu nesta sexta-feira, 5. A manifestação foi para pedir a saída do cargo do secretário de Educação do Paraná, Renato Feder.

Na avaliação dos educadores, o secretário não reúne condições mínimas para ocupar cargo de tamanha relevância. Para eles, Renato Feder não possui interlocução com a categoria e seu projeto é empresarial, em detrimento da escola pública.

A manifestação dos servidores em greve também exigiu respeito aos direitos dos trabalhadores temporários, os chamados PSSs. O governo quer implantar prova – aplicada pelo setor privado – para contratar educadores de forma precarizada, com baixos salários, sem benefícios da carreira e por tempo definido.

"Em plena greve da educação, o secretário viaja para fazer workshop no exterior?", questionou a presidenta da APP-Sindicato/Foz, Cátia Castro. "Renato Feder não conhece o chão da escola pública, seu projeto beneficia os negócios privados, retira direitos e enfraquece a educação gratuita e para todos", denunciou.

Empresa para seleção de diretores

Durante o ato público em Foz do Iguaçu, os educadores também rechaçaram a proposta da Secretaria de Estado da Educação que prevê seleção a ser realizada por uma empresa para a escolha de diretores de escolas. Os servidores defendem o processo de eleição democrática, conduzido pelas comunidades escolares.

Secretário de Finanças da APP-Sindicato/Foz, Silvio Borges enfatizou que o avanço do setor empresarial na escola pública do Paraná ocorre em várias áreas. “Os absurdos do secretário Renato Feder não têm limites. Vem aí cartilha para substituir livro didático. E depois treinamento feito por uma empresa para a ‘aplicação’ dessas cartilhas”, revelou.

Adesão à greve em 100% das escolas

Em Foz do Iguaçu, a adesão total e parcial à greve atinge 100% das escolas. Há servidores de braços cruzados em todos os estabelecimentos estaduais de ensino. Já na região, esse percentual é de 90%.

Os funcionários públicos do Paraná reivindicam o pagamento de 17% de reposição. Pela imprensa, o governador Ratinho Junior disse oferecer 0,5% de reajuste em 2019. Esse percentual corresponde a R$ 5 a mais no salário de um agente educacional e R$ 14,36 na remuneração de um professor que ganha R$ 2.872.

Ato estadual

Na próxima terça-feira, 9, em Curitiba (PR), os servidores vão realizar o segundo ato público estadual unificado depois que a greve foi deflagrada. Os ônibus com educadores de Foz do Iguaçu e região sairão na segunda-feira, 8, às 21h30.

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