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Iguaçuense faz corrida heroica em estreia nas mil cilindradas

Bortolini rodou por cerca de 230 km e foi o segundo piloto da equipe com mais quilometragem na pista.

Postado em 14/02/2017 às 00:05 |

Foto: Divulgação

Imagine acelerar uma motocicleta superpotente, no maior e mais famoso autódromo do Brasil, sentindo a emoção de explorar o limite do motor ao chegar muito próximo de incríveis 300 quilômetros por hora no fim da reta. Adicione o peso da estreia em uma nova categoria, logo em uma corrida de longa duração (endurance), com problemas de última hora, superados volta a volta em uma notável recuperação, coroada com um bem-vindo segundo lugar na bandeirada final.

Eis o roteiro vivido pelo piloto iguaçuense Márcio Bortolini, no último domingo (12) em Interlagos, São Paulo (SP), durante as 500 Milhas de Motovelocidade – prova que marcou a sua primeira competição nas mil cilindradas (1000 cc). 

Bortolini competia nas 600 cilindradas até o ano passado – quando foi vice-campeão brasileiro na categoria 600 SuperSport ProAM, destinada a pilotos que estão em evolução e não disputam campeonatos internacionais. Em 2016, também disputou as 500 milhas de Interlagos, com o mesmo resultado: o segundo lugar.

A oportunidade de participar das 500 milhas nas 1000cc, a principal divisão da motovelocidade, veio com um convite da equipe Tecfil Racing Team, prontamente aceito. Ele e mais três pilotos (Danilo Lewis, Diego Viveiros e Cesar Barros) se revezaram na moto BMW durante os pouco mais de 800 quilômetros de prova, que durou cerca de seis horas e 187 voltas – um teste e tanto para a resistência física e mental de todos os envolvidos.

Para Márcio e equipe, a jornada foi ainda mais dramática. A moto deles sofreu uma pane no momento de alinhar para a largada e, após o conserto nos boxes, saiu quatro voltas atrás do líder. Não bastasse o infortúnio, com 11 voltas, ainda na última colocação, o pneu dianteiro furou. Mais uma parada inesperada e a necessidade de rever a estratégia – como o tempo de cada piloto na pista e a ordem de substituição. Havia ainda uma outra carta na manga: a longa duração da prova, que, com um bom jogo de equipe e muita perícia dos pilotos, permitia reação. Foi o que aconteceu.

Bortolini rodou por cerca de 230 km e foi o segundo piloto da equipe com mais quilometragem na pista, domando a moto nas várias ultrapassagens que culminaram com a honrosa segunda colocação – entre 14 equipes participantes. A campeã foi a JC Racing Team. “Foi excelente, melhor do que eu esperava”, ressalta Bortolini. “Fiquei contente porque consegui imprimir um ritmo muito bom.”

Acostumado às 600 cilindradas, Bortolini teve pouco tempo para se adaptar a uma moto mais pesada e potente, com um componente novo para ele: o controle eletrônico. “Não é melhor ou pior, mas muito diferente. Na 1000, além de pilotar, tem que se adaptar a toda essa eletrônica. Mas o grande diferencial é mesmo a potência, que é absurda”, explica Bortolini. “O velocímetro chegou a travar aos 299 km/h, algumas vezes, durante a corrida.”

O Campeonato Brasileiro de Motovelocidade deste ano começará em abril. Bortolini aguarda a confirmação de patrocínios para saber se poderá continuar fazendo o que mais gosta: acelerar sobre duas rodas pelas principais pistas do País.

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