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Operação do Gaeco

Justiça bloqueia até R$ 6,5 milhões em investigação contra policial civil de Foz

Operação também tornou indisponíveis 11 imóveis e apreendeu dinheiro, documentos e artigos de luxo, incluindo piano de cauda e bolsa de grife.

Publicado em 28/07/2026 às 11:18

(Foto: Divulgação/Gaeco)

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(Foto: Divulgação/Gaeco)

Uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) investiga um policial civil de Foz do Iguaçu por suspeita de integrar uma organização criminosa e ocultar patrimônio incompatível com a renda declarada.

A Operação Paralelo Infame foi deflagrada na manhã desta terça-feira (28), com o apoio da Corregedoria da Polícia Civil do Paraná. Cinco mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Foz do Iguaçu e Santa Terezinha de Itaipu.

Durante a ação, foram apreendidos celulares, documentos, dinheiro em espécie e diversos artigos de luxo. Entre os bens encontrados estão um piano de cauda, guitarra, violão, equipamentos eletrônicos, móveis, louças e uma bolsa de grife.

A Justiça também determinou o sequestro e a indisponibilidade de 11 imóveis de alto padrão, avaliados em aproximadamente R$ 2,3 milhões. Valores e ativos financeiros de até R$ 6,52 milhões foram bloqueados.

Segundo o delegado Marcos Araguari, do Gaeco, a residência onde parte das buscas foi realizada apresentava elevado padrão de riqueza. “Também foram apreendidos bens de alto valor, completamente incompatíveis com o padrão de vida de um policial”, afirmou.

Prisão em viatura adulterada

A investigação começou após a prisão em flagrante do policial civil, em julho de 2024, em Cascavel. Conforme o delegado, o servidor foi abordado pela Polícia Rodoviária Federal enquanto dirigia uma viatura adulterada da Polícia Civil e transportava drogas e munições.

Após o caso, informações recebidas pelo Gaeco levaram à abertura de um inquérito para apurar a evolução patrimonial do investigado.

As diligências apontaram que os bens registrados em nome do policial e de familiares seriam incompatíveis com os rendimentos declarados. A suspeita é de que outras pessoas tenham sido utilizadas para esconder a propriedade dos imóveis, valores e artigos de luxo.

“Realmente, o patrimônio que foi verificado em nome dele e em nome dos familiares é totalmente incompatível com os ganhos”, declarou Araguari.

Investigação será aprofundada

O delegado explicou que a Operação Paralelo Infame não faz parte do processo criminal relacionado à prisão ocorrida em 2024. A nova investigação apura especificamente as suspeitas de organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Os investigadores vão analisar os documentos, celulares e demais materiais apreendidos, além da movimentação bancária dos investigados.

Segundo o Gaeco, o volume de patrimônio acumulado indica que o possível esquema de ocultação de bens pode ter funcionado durante um longo período. O tempo exato e a origem dos recursos ainda são investigados.

O policial civil permanece preso por fatos diferentes dos apurados na operação desta terça-feira. Até a publicação desta reportagem, o Ministério Público do Paraná não havia divulgado os nomes dos investigados.

Fonte: Portal da Cidade

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