Operação Yellow Code
PF mira grupo que enviava drogas de Foz do Iguaçu escondidas em eletrodomésticos
Ação desta quinta-feira (15) tem alvos em Foz; investigação identificou cerca de 120 encomendas suspeitas enviadas a compradores na Grande São Paulo.
Publicado em 15/10/2026 às 09:39
Um esquema de envio de drogas escondidas em eletrodomésticos, com encomendas postadas principalmente em Foz do Iguaçu, é alvo da Operação Yellow Code, deflagrada na manhã desta quinta-feira (15). A ação da Polícia Federal e do Ministério Público de São Paulo cumpre mandados na cidade e investiga suspeitas de tráfico interestadual e lavagem de dinheiro.
Segundo o Ministério Público, as remessas partiam de uma mesma vendedora. Os investigadores identificaram cerca de 120 encomendas suspeitas destinadas a três grupos de compradores na Grande São Paulo. Foz aparece na apuração como o principal local de postagem desses produtos.
Para transportar os entorpecentes, o grupo utilizava a estrutura de entrega de uma plataforma de vendas pela internet. As drogas ficavam ocultas em mercadorias que aparentavam ser legais, conforme a Polícia Federal.
A investigação começou em setembro de 2025, após informações de que moradores de São Paulo recebiam encomendas com drogas desde 2024. De acordo com a apuração, uma empresa de fachada era usada para enviar haxixe escondido nos aparelhos.
Mandados e apreensões
Em nota atualizada às 8h30, a Polícia Federal informou o cumprimento de 13 mandados de prisão temporária e 15 de busca e apreensão. O balanço cita Foz do Iguaçu e Pinhais, no Paraná, além de São Paulo, São Caetano do Sul e Palhoça, em Santa Catarina.
Os números divulgados pelos órgãos apresentam uma diferença: o Ministério Público informou 14 mandados de prisão temporária e também incluiu Praia Grande, no litoral paulista, entre os locais da operação. As notas não detalham quantas ordens foram cumpridas exclusivamente em Foz.
No conjunto das ações, a PF anunciou a apreensão de armas de fogo, drogas e aproximadamente R$ 270 mil em dinheiro. O comunicado não especifica em quais cidades esses materiais foram encontrados.
Suspeita de lavagem de dinheiro
A investigação também identificou movimentações financeiras acima da renda declarada pelos envolvidos. Segundo o Ministério Público, o dinheiro circulava por transferências divididas em valores menores, saques e repasses rápidos a terceiros e empresas sem atividade econômica real. A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 5 milhões por investigado, além de restrições sobre veículos ligados ao grupo.
O material apreendido será analisado para identificar outros participantes e rastrear o patrimônio da organização. Os investigados poderão responder por tráfico de drogas, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Fonte: Portal da Cidade
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