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surto psicótico

PM de Foz que fez refém em Guarulhos, estava afastado e iria para a Bahia

O policial teve um surto psicótico após ter sido liberado pela corporação paranaense para um tratamento psiquiátrico.

Postado em 13/04/2021 às 08:23 |

(Foto: Reprodução)

O homem que fez uma comissária de voo da GOL refém no aeroporto internacional de Guarulhos (SP), na noite de domingo (11), é um policial militar ambiental, de 36 anos, que atua em Foz do Iguaçu.

De acordo com o registro da ocorrência, feito na 3ª Deatur (Delegacia de Atendimento ao Turista), o Policial Militar teve um surto psicótico após ter sido liberado pela corporação paranaense para um tratamento psiquiátrico. De acordo com a PM do Paraná, ele viajava para a Bahia para visitar familiares.

Resende afirmou que foi perseguido no voo até São Paulo e que esses perseguidores tinham a intenção de matá-lo e de matar seu capitão, apresentado apenas como Cézar.

Ao desembarcar, ele se aproximou de uma aeromoça da Gol, de 30 anos, que se preparava para voar para Maceió (AL), e pediu uma caneta. Quando a comissária cedeu o objeto, ele o utilizou para fazê-la refém, o colocando em direção ao pescoço dela. 

Enquanto a mantinha refém, Resende afirmava que estava com bombas na mochila, o que não foi confirmado posteriormente, e desabafava contra a decisão da corporação de afastá-lo para tratamento médico. "Eles fazem a cagada, fazem a corrupção e suicida o policial bom. Por que eu vou me suicidar se eu tenho três anos estudando medicina? Eu tenho um futuro brilhante pela frente, por que eu vou me suicidar? Eles queriam fazer o meu suicídio", afirmou.

Ainda no desabafo, o policial afirmava que tinha uma rotina de apenas estudar e trabalhar e que, por não aceitar entrar em acordos de corrupção, "virou carta marcada".

Por meio de nota, a PM afirma que o policial militar em questão "sempre foi considerado um excelente policial tanto por seu comandante imediato, quanto por seus companheiros de serviço". A corporação afirma que ele é solteiro, trabalha na Polícia Ambiental, está na corporação há 7 anos e sua família está na Bahia, para onde ele deslocava na noite de domingo.

"A Polícia Militar do Paraná está fazendo acompanhamento do policial e do caso, e durante seu ato no aeroporto, o policial falou com o comandante imediato, por vídeo-chamada, o qual conseguiu demove-lo da ação. Após isso, a funcionária da companhia aérea foi liberada sem ferimentos, e ele foi conduzido pela Polícia Federal para procedimentos necessários", informou a corporação paranaense.

Após a informação do caso, o comando do Batalhão Ambiental do Paraná determinou o deslocamento de uma equipe da unidade à São Paulo, nesta segunda-feira (12) "para acompanhar a situação do policial, adotar medidas necessárias e tratar com a família dele sobre o que for preciso".

Em nota, o Batalhão de Polícia Ambiental Força-Verde (BPAmb-FV) informou que "o comandante da unidade, acompanhado por um oficial médico, deslocou-se até o estado de São Paulo nesta segunda-feira (12/04) para trazer ao Paraná o policial militar que esteve envolvido na ocorrência no Aeroporto de Guarulhos, na noite de domingo".

"Ao chegar ao Paraná, o soldado foi encaminhado para atendimento e tratamento psicológico. A Força Verde está providenciando todos os cuidados necessários ao profissional, bem como tomando outras medidas que o caso requer. Sobre as afirmações que o policial militar fez durante o ato, o Batalhão Ambiental informa que todas serão apuradas pela unidade", diz o texto.

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