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Direito das mulheres

Violações contra mulheres mais que dobram em Foz do Iguaçu no primeiro semestre de 2026

Cidade registrou 243 casos de violações de direitos humanos contra mulheres, alta de 104% em relação ao mesmo período de 2025.

Publicado em 09/07/2026 às 09:48
Atualizado em

(Foto: Divulgação)

A quantidade de violações de direitos humanos contra mulheres mais que dobrou em Foz do Iguaçu no primeiro semestre de 2026. Dados do Painel do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), atualizados até 8 de julho, apontam que o município registrou 243 casos entre janeiro e junho deste ano, contra 119 no mesmo período de 2025, um aumento de 104%.

Os registros englobam diferentes formas de violência e violações de direitos, como maus-tratos, violência doméstica, exploração sexual, tráfico de pessoas e outras situações que atentam contra a integridade física, psicológica e social das vítimas.

O crescimento em Foz do Iguaçu acompanha a tendência observada em todo o Paraná. No estado, foram contabilizados 10.103 casos de violações contra mulheres no primeiro semestre de 2026, frente aos 6.561 registrados no mesmo período do ano passado, alta de 53,98%. Até a atualização mais recente do painel, o total estadual já chegava a 10.365 ocorrências.

Entre os maiores municípios paranaenses, outras cidades também apresentaram aumento expressivo. Cascavel praticamente dobrou os registros, passando de 173 para 339 casos, crescimento de 95,95%. Londrina registrou alta de 92,96%, com 631 casos neste ano, enquanto Curitiba contabilizou 2.223 ocorrências, aumento de 38,16% em relação ao primeiro semestre de 2025.

O cenário reforça a preocupação com a violência contra a mulher no país. Levantamentos do DataSenado, da Rede de Observatórios da Segurança e do Ministério da Justiça indicam que, em média, cerca de 12 mulheres sofrem algum tipo de violência por dia no Brasil, além de aproximadamente quatro feminicídios serem registrados diariamente.

Para a psicóloga Camila Maders, coordenadora do curso de Psicologia da Faculdade Unopar, o acolhimento às vítimas é uma etapa decisiva para romper o ciclo da violência e minimizar os impactos emocionais.

Segundo ela, oferecer um ambiente seguro contribui para que as mulheres consigam enfrentar traumas como ansiedade, depressão e transtorno de estresse pós-traumático. Além disso, o acesso à informação sobre direitos, abrigos, assistência jurídica e programas de apoio fortalece a autonomia das vítimas e amplia as possibilidades de reconstrução de suas vidas.

Como denunciar

Mulheres vítimas de violência doméstica, familiar ou sexual podem registrar boletim de ocorrência pela internet, quando maiores de 18 anos, ou procurar a Delegacia da Polícia Civil ou a Delegacia da Mulher, nas cidades que possuem unidade especializada.

Casos de violência também podem ser denunciados pelo telefone 180, canal nacional de atendimento à mulher, ou pelo 190, em situações de emergência.

Fonte: Portal da Cidade

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