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Vereadores de Foz do Iguaçu rejeitam aumento de salário com 13 votos contrários

Em consenso, plenário derruba projetos de aumento de subsídios de vereadores, prefeito, vice, secretários.

Postado em 06/12/2018 às 20:15 |

(Foto: Divulgação/AEN)

Os vereadores rejeitaram, por unanimidade, na sessão desta quinta-feira (06), os projetos de lei que atualizariam em 2,06% de perdas inflacionárias os salários de Prefeito, Vice-Prefeito, Secretários Municipais, Procurador Geral do Município, Vereadores e Presidente da Câmara. Em consenso, eles decidiram rejeitar os dois projetos levando em consideração o atual momento econômico do país.

Em que pese a reposição ser um direito previsto em lei, os salários de vereadores e gestores municipais estão sem reajuste há quatro anos, o que corresponde a um acumulado de 28,25%. As propostas rejeitadas nesta quinta tratavam da reposição de 2,06% correspondente apenas à recomposição de parte da perda salarial medida pelo INPC/IBGE, no período de 1º de janeiro de 2017 a 31 de dezembro de 2017.

Vereadores de Foz dão exemplo

Ambos os projetos foram rejeitados com 13 votos contrários, considerando que o Presidente da Casa não vota nesse tipo de projeto e a vereadora Rosane Bonho estava representando a Câmara Municipal em um evento do Governo do Estado do Paraná. O Presidente do Legislativo, Rogério Quadros (PTB), destacou “em um momento em que sete estados não têm dinheiro para pagar o 13º, os vereadores Foz do Iguaçu dão o exemplo”.

O Presidente da Comissão de Economia, Finanças e Orçamento, vereador Celino Fertrin, se manifestou: “Hoje como Presidente da Comissão de Orçamento, a qual propõe projetos como esses, tínhamos em consenso discutido que é uma forma legal, obrigatória a apresentação ao plenário da atualização de subsídios, decidimos em conjunto pelo voto contrário por conta da situação pela qual passa o país. Temos inúmeras dificuldades área nas áreas de educação, saúde e transporte. Não que Secretários e demais pessoas não sejam merecedoras, mas houve um consenso para rejeitarmos os projetos, voltado para aquilo que formos eleitos, servir a população de Foz do Iguaçu”.

Decisão conjunta

Outros parlamentares também se posicionaram sobre o consenso da Câmara em rejeitar as matérias. “Esse reajuste foi decidido junto com todos os vereadores de que nós não aceitaríamos. Trabalhamos em equipe, todos decidiram em conjunto”, destacou a Vereadora Nanci Rafagnin Andreola (PDT).

O Vereador Beni (PSB) acrescentou que “como todos os vereadores definiram em rejeitar os dois projetos em acordo, entendemos o momento”. Para o vereador Marcelinho Moura (Podemos), apesar de os parlamentares saberem que o projeto é legal, constitucional, julgaram não ser momento para o reajuste.

O líder do Executivo na Câmara, Vereador Jeferson Brayner (PRB) reiterou que a decisão foi um consenso após reuniões. “Nós vereadores em reunião chegamos ao acordo que não era o momento propício para a cidade”.

O vereador Elizeu Liberato (PR) também se manifestou explanando a respeito da rejeição das matérias e destacando a destinação dos recursos. “Se trata de reajuste, mas quero parabenizar a todos os Vereadores que decidiram pela não aprovação, em função da situação que a cidade vive, com muitos desempregados, esse valor da Câmara será devolvido e aplicado em benefício da população, com obras e outras ações necessárias”, finalizou Elizeu.

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