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Ciudad del Este

"A formalidade é o único caminho", diz chefe de combate ao contrabando

O paraguaio Emilio Fúster também fez duras críticas aos funcionários filmados supostamente cobrando propinas na aduana.

Postado em 24/10/2020 às 09:37

(Foto: Tereza Alonso / ABC Color )

O chefe da Unidade Interinstitucional de Combate ao Contrabando (UIC) de Ciudad del Este, no Paraguai, Emilio Fúster, afirma que a formalidade é a única saída para os transeuntes que solicitam a entrada de mercadorias do Brasil. Nesta sexta-feira (23), ele percorreu os principais pontos de fronteira do Alto Paraná para o início da Operação Barreira que visa impedir o contrabando.

Questionado sobre o pedido dos chamados paseros, que pedem permissão para entrar uma pequena quantidade de produtos do Brasil, Fúster foi contundente ao afirmar que eles deveriam se registrar como pequenos importadores.

“Eles têm que buscar a formalidade, registrar-se na Alfândega e importar legalmente. De uma vez por todas é preciso entender que a formalidade é o único caminho”, disse.

Em outro momento, ele afirmou que haverá tolerância zero em relação aos funcionários envolvidos em suborno. “Acabou-se a transferência simples e o sumário simples, essas pessoas devem ser processadas e punidas pela conduta cometida”, refere-se ao grupo de funcionários públicos de várias instituições que foram filmados na propriedade do Porto quando supostamente cobraram propina para permitir a entrada contrabandeado.

Os transeuntes afirmam que estão dispostos a pagar impostos para que possam entrar mercadorias do Brasil, já que atualmente precisam pagar propina para passar, caso contrário todos os seus produtos serão confiscados.

Segundo estimativas dos sindicatos, cerca de 10 mil pessoas se dedicam à passagem de mercadorias, muitas delas obrigadas a buscar essa prática após perderem o emprego na pandemia.

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