Fraude milionária
Brasileira acusada de golpe imobiliário de mais de R$ 1 milhão é presa no Paraguai
Captura em Ciudad del Este contou com apoio da Polícia Civil e da Polícia Nacional do Paraguai; suspeita será submetida a processo de extradição.
Publicado em
15/07/2026 às 13:08
Atualizado em
Uma brasileira de 42 anos, foragida da Justiça desde 2017, foi presa na manhã desta quarta-feira (15) em Ciudad del Este, no Paraguai, durante uma operação conjunta entre a Polícia Civil do Paraná (PCPR) e a Polícia Nacional do Paraguai. A mulher é acusada de aplicar uma série de golpes em Pato Branco, no Sudoeste do Paraná, que causaram prejuízo superior a R$ 1,3 milhão às vítimas.
A ação foi coordenada pela Delegacia da Mulher de Pato Branco, com apoio do Núcleo de Inteligência Policial (NIPOL) de Foz do Iguaçu. A prisão ocorreu após um trabalho de inteligência que permitiu localizar a suspeita, que vivia no Paraguai desde que deixou o Brasil para escapar das investigações.
Segundo a Polícia Civil, a mulher é investigada por diversos crimes de estelionato e apropriação indébita praticados entre 2013 e 2017. Contra ela havia dois mandados de prisão expedidos pela Vara Criminal da Comarca de Pato Branco.
As investigações apontam que, logo após o início da apuração dos crimes, a suspeita fugiu do país e permaneceu foragida por cerca de oito anos. O avanço das diligências e o intercâmbio de informações entre as forças de segurança brasileiras e paraguaias permitiram identificar seu paradeiro e efetuar a prisão em território paraguaio.
A captura foi realizada com apoio da Polícia Nacional do Paraguai, reforçando a cooperação entre os dois países no combate à criminalidade transnacional e à localização de foragidos da Justiça.
Com a prisão, serão iniciados os procedimentos legais para a extradição da brasileira ao Brasil. Após ser entregue às autoridades brasileiras, ela deverá responder perante a Justiça pelos crimes de estelionato e apropriação indébita pelos quais é acusada.
De acordo com a Polícia Civil do Paraná, a atuação integrada entre os órgãos de segurança foi fundamental para garantir o cumprimento dos mandados de prisão e evitar que a investigada permanecesse escondida fora do país.
Fonte: Portal da Cidade
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