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Crise

Comércio de Ciudad del Este agoniza: pandemia deixa saldo de 21 mil demitidos

A associação comercial fala em perdas mensais de US$ 500 milhões devido ao encerramento das vendas em pelo menos cinco mil lojas.

Postado em 09/07/2020 às 14:55 |

(Foto: Arquivo/ABC Color)

Num passado não muito distante, Ciudad del Este, principal cidade de fronteira no Paraguai, estava cheia de turistas atraídos pela grande variedade de produtos a preços competitivos. O coronavírus acabou dando o impulso final ladeira abaixo ao comércio lento, que vinha sofrendo uma crise desde 2018.

A Repartição Regional do Trabalho realizou de 10 de março (início da quarentena) até quarta-feira, 8 de julho, 4.491 demissões, principalmente no microcentro de Ciudad del Este. Segundo os registros, no mesmo período, foram recebidas 436 denúncias de demissão sem justa causa e 295 acordos. O relatório detalha que apenas cinco empresas demitiram 1.223 pessoas. Essas empresas são as maquiladoras Fujikura Automotive, Nature e Kuarahy Rese, bem como o Cell Motion Group e o Shopping China, localizados no centro da cidade.

Os números não refletem a realidade trabalhista, pois muitas demissões não são relatadas ao portfólio público, pois existe um acordo entre ambas as partes. Nesse sentido, de acordo com referências da Câmara de Comércio e Serviços da capital do departamento, as empresas movimentam cerca de 35 mil trabalhadores, dos quais 60% foram demitidos. Em troca, aqueles que estão trabalhando o fazem em horário reduzido ou apenas alguns dias por semana.

Perdas

A associação comercial fala em perdas mensais de US$ 500 milhões devido ao encerramento das vendas no microcentro em pelo menos cinco mil lojas. Eles apontam que o delivery de fronteiras até agora não passa de um compromisso, porque a Chancelaria Nacional continua a fazer esforços com o Brasil para que os bens possam ser incluídos no nível de compra de US$ 500 dólares, que é suspenso com o fechamento da fronteira.

"Entrega não é suficiente, mas com isso podemos competir de alguma forma, aguardando a normalização do movimento (...) 4 mil garçons que estão na cidade não podem vender on-line, não há condições e alternativas devem ser vistas por eles também”, destacou o empresário Said Taijen, da Câmara de Comércio e Serviços de Ciudad del Este.

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