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Argentina

Comércio de Puerto Iguazú está longe de sentir efeitos da fronteira reaberta

Com a quantidade de documentos e burocracia exigida, turistas não se animam em atravessar a Ponte da Fraternidade e movimento segue baixo.

Postado em 07/10/2021 às 14:33

(Foto: Arquivo/Rádio Yguazú)

Já se passaram dez dias desde que a fronteira terrestre com a Argentina foi reaberta, mas no comércio de Puerto Iguazú, os efeitos dessa reabertura ainda não foram sentidos. É como se a situação não tivesse mudado, de tão baixo que segue o movimento pela cidade argentina.

Isso porque, a burocracia e exigência para atravessar a Ponte Tancredo Neves é tanta, que desanima o turista a fazer compras e apreciar a gastronomia do outro lado da fronteira.

São exigidos dois testes de Covid-19, o RT-PCR que pode levar pronto do Brasil com validade de três dias da realização (é o teste do cotonete no nariz) e na aduana é feito um outro teste, o teste rápido de antígeno, feito com coleta de sangue. Esse último passou a ser gratuito. Os resultados dos dois, evidentemente, precisam dar negativos.

Além disso, o viajante precisa apresentar um comprovante de vacinação completa contra a Covid-19, com as duas doses. Uma declaração de entrada no país também precisa ser feita e pode ser preenchida pela internet, clicando aqui. Na saída do país, quando retornar ao Brasil, também será exigido, então deve ser feito em duas vias. E deve ter em mãos o documento de identidade RG, já que não é mais aceita a carteira de motorista.

Burocracias

Tantos pedidos de documentos e gastos com exames desanimam os turistas e também comerciantes. Victor Fernandez é proprietário de um dos locais mais frequentados em Puerto Iguazú, O Salame Maluco, comércio de vinhos, sucos, tábuas de frios, entre outros produtos. Ele disse que seu maior público continua sendo os próprios argentinos.

"O gasto com exames trava os nossos clientes de virem na Argentina fazer o básico, que seria abastecer o carro no posto de combustível, vir na minha adega e poder depois ir jantar num restaurante ou ir a uma sorveteria. Uma família de quatro integrantes, cada teste PCR no Brasil em torno de 150 reais, são 600 reais que poderiam ser gastos no comércio de Puerto Iguazú, acaba sendo gasto em testes de Covid", desabafou.

Sobre o combustível comentado por Victor, nos postos de Puerto Iguazú, a gasolina está custando em média 100 pesos, o que equivale cerca três reais, com a cotação atual. É praticamente a metade do preço da gasolina nos postos de Foz do Iguaçu, custando perto dos seis reais.

Nova portaria

De acordo com uma portaria publicada nesta terça-feira (5) no Diário Oficial da União, só podem entrar no Brasil por rodovias e outros meios terrestres, estrangeiros de cidades-gêmeas nas fronteiras, como é o caso de Foz do Iguaçu e Puerto Iguazú e Foz do Iguaçu e Ciudad del Este, desde que haja reciprocidade entre os dois países. Como brasileiros estão autorizados a entrar na Argentina, então os argentinos residentes em Puerto Iguazú podem entrar no Brasil, já os de outras regiões seguem proibidos.

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