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Preocupação

Instalação de mais lojas francas em Foz do Iguaçu preocupa empresários de CDE

O temor é de perder competitividade em relação aos estabelecimentos comerciais da cidade limítrofe devido às vantagens fiscais.

Postado em 27/06/2021 às 02:35

(Foto: Arquivo/ABC Color)

O anúncio do plano para viabilizar quase 50 duty free nos próximos três anos em Foz do Iguaçu preocupa os empresários de Ciudad del Este, no Paraguai. Atualmente duas lojas deste modelo estão em funcionamento em Foz.

Segundo projeções das autoridades de Foz do Iguaçu, nos próximos três anos poderão ser instaladas no município fronteiriço mais de 46 duty free. Atualmente, estão autorizadas quatro free shops, das quais duas já estão abertas: Liberty Duty Free e Cellshop. Também há interesse em aumentar o valor da cota de 300 para 500 dólares.

As boas perspectivas das lojas francas de Foz do Iguaçu preocupam os comerciantes de Ciudad del Este pelo temor de perder competitividade em relação aos estabelecimentos comerciais da cidade limítrofe devido às vantagens fiscais.

“Se você aumentar as lojas gratuitas para mais de 40, podemos perder até 80% do nosso movimento. E isso seria catastrófico para nossa infraestrutura que temos em todas as cidades fronteiriças; porque acredito que isso acontecerá não só em Foz do Iguaçu, mas também nas demais cidades vizinhas ao Paraguai”, disse Said Taigen, secretário da Câmara de Comércio e Serviços de Ciudad del Este.

Quando foram inauguradas as primeiras lojas francas, os lojistas paraguaios pediram a aprovação de uma lei sobre o “regime de comércio de fronteira”, que consiste basicamente na isenção de impostos e tarifas para os produtos destinados à venda a estrangeiros. A proposta havia sido rejeitada por outros sindicatos, como o Sindicato Industrial do Paraguai e a Central dos Importadores do Paraguai, afirmando que poderia tornar outras empresas do país menos competitivas.

Taigen insistiu que o Governo Nacional possa agir para encontrar ferramentas para manter a competitividade dos negócios fronteiriços em relação às lojas duty free no Brasil. “Caso não encontremos a solução, não temos outra coisa senão a ponte que nos espera”, acrescentou.

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