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Covid-19

Paraguai analisa "fechamento parcial" das fronteiras; PIA continuará aberta

Fluxo na Ponte Internacional da Amizade não deve sofrer alteração. Medidas de prevenção serão intensificadas.

Postado em 15/03/2020 às 09:10 |

(Foto: Divulgação/Migraciones )

O presidente do Paraguai, Mario Abdo Benítez, declarou à imprensa, no final da tarde deste sábado (14), que o país analisa fechar parcialmente suas fronteiras, a partir de segunda-feira (16), para reduzir as possibilidades de ingresso de pessoas infectadas com o novo coronavírus.

"Estamos trabalhando agora mesmo, com a Direção Nacional de Migrações, para apresentar uma proposta. Vamos fechar a maior quantidade de passagens fronteiriças, isso já está decidido, e vamos deixar o menor número possível de lugares, para que possamos ter todo o controle", afirmou o presidente, em entrevista a veículos de comunicação da capital Assunção.

Os detalhes finais da medida serão definidos após reunião marcada para as 11h de segunda-feira, da qual devem participar, por meio de videoconferência, representantes dos governos de Brasil, Argentina, Uruguai, Chile e Bolívia, para a articulação de um plano conjunto de ações.

Desde sexta-feira (13), a entrada ao Paraguai via Ponte Internacional da Amizade, na fronteira com Foz do Iguaçu, já vem sendo fiscalizada com o uso de termômetros para detectar pessoas com quadros febris, o que tem gerado filas nos horários de maior circulação de pedestres, motoristas, motociclistas e passageiros.

O comércio de Ciudad del Este e municípios vizinhos, onde não há casos confirmados de contaminação pelo novo coronavírus, segue operando normalmente, embora o governo paraguaio esteja pedindo aos moradores que permaneçam em casa sempre que possível, evitando utilizar o transporte público ou frequentar locais com grandes aglomerações.

Na terça-feira (10), data em que foi confirmado o segundo caso positivo no país (até este sábado, já eram sete), o presidente Mario Abdo Benítez determinou medidas como a suspensão de aulas e eventos públicos por período de 15 dias, que pode ser prorrogado.

Euclides Acevedo, ministro do Interior, disse em entrevista coletiva, na noite deste sábado, que providências como a adoção de toque de recolher ou o fechamento compulsório de estabelecimentos comerciais considerados não-essenciais (o que não inclui supermercados e farmácias), não estão descartadas a curto ou médio prazo.

A possibilidade de fechamento parcial das fronteiras conta com o apoio de representantes da oposição, como é o caso do presidente do Congresso Nacional paraguaio, Blas Llano, que opinou, por meio de seu perfil na rede social Twitter, que "isso nos ajudará a controlar e diminuir os focos".

Informação apurada pela Rádio RCI Iguassu dá conta de que pelo menos quatro pontos fronteiriços devem permanecer abertos, mediante reforço de equipes de fiscalização, para verificação do quadro de saúde de todos os viajantes procedentes do exterior:

- Ponte Internacional da Amizade (Foz do Iguaçu / Ciudad del Este);

- Ponte San Roque González de Santa Cruz (Encarnación / Posadas - Argentina);

- Fronteira entre Puerto Falcón e Clorinda (Argentina), próxima à Assunção;

- Fronteira entre General Garay e Villazón (Bolívia), no Chaco.

A reportagem não obteve informação sobre os planos para o funcionamento das fronteiras terrestres entre Salto del Guairá e Mundo Novo (MS) e Pedro Juan Caballero e Ponta Porã (MS). A confirmação de quais medidas serão efetivamente adotadas, porém, será dada somente na segunda-feira.

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