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Cataratas do Iguaçu

Previsão de cheia histórica leva parque argentino a planejar retirada de passarelas

Concessionária quer desmontar estrutura da Garganta do Diabo antes da elevação do Rio Iguaçu prevista para setembro.

Publicado em 27/07/2026 às 00:01

(Foto: Divulgação/Ilustrativa)

(Foto: Divulgação/Ilustrativa)

A concessionária que administra o Parque Nacional Iguazú, na Argentina, solicitou autorização para desmontar as passarelas do circuito da Garganta do Diabo como medida preventiva diante da previsão de uma cheia extraordinária do Rio Iguaçu. O pedido foi protocolado em 22 de julho junto à administração da unidade de conservação.

A proposta prevê que os trabalhos tenham início em 1º de agosto. Segundo a empresa, a retirada da estrutura é considerada necessária para evitar danos semelhantes aos registrados em 2022, quando uma enchente destruiu mais da metade das passarelas do principal mirante do lado argentino das Cataratas.

As projeções hidrológicas utilizadas pela concessionária indicam que, por influência do fenômeno El Niño, a vazão do Rio Iguaçu pode superar os níveis registrados em 2013, quando o rio ultrapassou a marca de 45 mil metros cúbicos por segundo, uma das maiores da série histórica.

Pelo cronograma apresentado, a desmontagem das passarelas deve durar cerca de um mês, permitindo que a estrutura seja retirada antes da chegada da cheia, prevista para setembro. Após a redução da vazão, será iniciada a remontagem e a recuperação do circuito, etapa estimada em pelo menos dois meses.

Se o planejamento for mantido e as condições do rio permitirem, a expectativa é que o circuito da Garganta do Diabo volte a receber visitantes em dezembro.

Monitoramento conjunto

Dias antes da apresentação do pedido, representantes da concessionária Iguazú Argentina S.A. e da administração do Parque Nacional Iguazú participaram de uma reunião com técnicos da Companhia Paranaense de Energia (Copel).

O encontro teve como objetivo ampliar o intercâmbio de informações sobre o comportamento do Rio Iguaçu e aperfeiçoar o monitoramento das projeções de vazão. A intenção é antecipar possíveis eventos extremos provocados pelas chuvas na bacia hidrográfica e reduzir os riscos à infraestrutura do parque.

A concessionária mantém cooperação permanente com a Copel para acompanhar a evolução das condições hidrológicas do rio, consideradas fundamentais para o planejamento das operações e para a segurança dos visitantes.

Fonte: Portal da Cidade

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