MENOS FILAS
Veja o que foi proposto para acelerar a travessia na aduana de Puerto Iguazú
Reconhecimento facial, biometria, pré-cadastro de passageiros e mudanças nos pontos de controle estão entre as alternativas discutidas na Argentina.
Publicado em 20/09/2026 às 23:44
Reconhecimento facial, digitalização de dados e mudanças na estrutura dos controles estão entre as propostas apresentadas para tentar reduzir as filas na fronteira entre Foz do Iguaçu e Puerto Iguazú, na Argentina.
As medidas foram detalhadas por representantes dos setores turístico, hoteleiro e comercial da região, que defendem uma modernização do atual modelo de fiscalização na Ponte Internacional Tancredo Neves.
O assunto avançou após as recentes discussões com autoridades argentinas sobre os problemas enfrentados na travessia. Agora, o foco está nas alternativas que poderiam tornar o processo mais rápido sem eliminar os controles migratórios e de segurança.
Reconhecimento facial e biometria
Uma das principais propostas é ampliar o uso da tecnologia para identificar os viajantes. O modelo prevê reconhecimento facial e outros recursos biométricos para diminuir o tempo gasto na conferência de documentos.
Como exemplo, representantes do setor citaram sistemas utilizados em grandes eventos. Segundo Rodrigo Blanco, presidente da Câmara de Comércio de Puerto Iguazú, cerca de 70 mil pessoas conseguem entrar em um estádio em menos de três horas com auxílio de controles biométricos.
A comparação foi utilizada para demonstrar o potencial da tecnologia. O número não representa uma previsão de capacidade para a aduana de Puerto Iguazú.
Dados enviados antes da chegada
Outra proposta é antecipar parte do processo migratório, principalmente para ônibus de turismo.
Nesse modelo, agências poderiam cadastrar previamente os passageiros e enviar as informações antes de o veículo chegar à fronteira. Na aduana, os dados seriam conferidos e a identidade dos viajantes poderia ser confirmada por biometria.
A intenção é evitar que todo o procedimento tenha início somente quando o ônibus chega ao posto de fiscalização.
Mudanças nas cabines
A estrutura física da fronteira também entrou na discussão. Uma das alternativas é reorganizar as cabines de controle para aumentar a capacidade de atendimento nos horários de maior movimento.
Também foi defendida a separação dos fluxos de acordo com o tipo de veículo, evitando que carros, ônibus e outros meios de transporte disputem os mesmos espaços de fiscalização.
Controles fora da área urbana
Outra ideia apresentada prevê a instalação ou transferência estratégica de estruturas de controle para fora das áreas urbanas.
A proposta busca impedir que congestionamentos na fronteira avancem pelas ruas de Puerto Iguazú, especialmente em períodos de grande movimento turístico.
O conjunto dessas medidas vem sendo chamado pelos representantes do setor de modelo de "fronteira inteligente", baseado no uso de tecnologia e na reorganização dos controles.
Mudanças ainda não estão confirmadas
Apesar das propostas, ainda não há definição sobre quais medidas serão adotadas.
Representantes do governo argentino devem analisar tecnicamente as alternativas e a situação da estrutura existente em Puerto Iguazú.
Por enquanto, reconhecimento facial, pré-cadastro, reorganização das cabines e mudanças na localização dos controles são propostas em discussão. Não há data anunciada para implantação de um novo sistema na fronteira.
Fonte: Portal da Cidade
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