O mês de maio foi marcado por temperaturas mais baixas e volume de chuva abaixo da média histórica em Foz do Iguaçu, segundo balanço divulgado pelo Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar). Enquanto grande parte do Paraná registrou chuvas dentro ou acima da média, a Terra das Cataratas esteve entre as poucas cidades do Estado com precipitação inferior ao esperado para o período.
De acordo com os dados meteorológicos, Foz do Iguaçu acumulou 81,8 milímetros de chuva ao longo de maio, bem abaixo da média histórica de 126,2 milímetros para o mês. A cidade integra o grupo de apenas nove estações meteorológicas do Simepar que registraram volumes abaixo da normal climatológica em todo o Paraná.
Além da redução nas chuvas, o mês também foi marcado por temperaturas inferiores à média histórica. Segundo o Simepar, a temperatura média em Foz ficou mais de 1°C abaixo do padrão registrado para maio, reflexo da atuação frequente de massas de ar frio sobre as regiões Oeste e Sudoeste do Paraná.
O início do mês foi quente, mas a chegada de uma intensa massa de ar polar mudou completamente o cenário. Em Foz do Iguaçu, a menor temperatura registrada foi de apenas 3,2°C, às 7h do dia 11 de maio. Já a máxima do mês ocorreu no dia 5, quando os termômetros chegaram a 30°C.
Segundo a meteorologista Júlia Munhoz, do Simepar, a presença persistente de massas de ar frio e seco sobre o Oeste paranaense reduziu tanto a ocorrência de chuva quanto as temperaturas máximas ao longo de maio. O resultado foi um mês mais frio e menos chuvoso do que o habitual na região.
No Paraná, o período também ficou marcado por fenômenos meteorológicos que chamaram a atenção da população, como a ocorrência de geadas, chuva congelada em General Carneiro e formações de nuvens conhecidas como "virga", observadas em Cascavel. Trilhas de condensação deixadas por aeronaves também foram registradas em diversas cidades do Estado durante o último fim de semana de maio.
Com a chegada de junho e a proximidade do inverno, a tendência é que novas massas de ar frio avancem sobre o Sul do Brasil, mantendo as temperaturas mais baixas e aumentando a possibilidade de novas madrugadas geladas na região de Foz do Iguaçu.