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Receita Federal

Extrato de tomate era utilizado para dar peso a encomendas com emagrecedores

Agentes localizaram maconha, medicamentos irregulares e produtos proibidos durante fiscalização no bairro Campos do Iguaçu.

Publicado em 02/06/2026 às 15:48

(Foto: Reprodução/Receita Federal)

(Foto: Reprodução/Receita Federal)

(Foto: Receita Federal/Divulgação)

(Foto: Receita Federal/Divulgação)

Na tarde desta segunda-feira (1º), servidores da Receita Federal realizaram uma fiscalização de rotina em um estabelecimento localizado no bairro Campos do Iguaçu, em Foz do Iguaçu. A operação resultou na apreensão de drogas, mercadorias descaminhadas, medicamentos irregulares e produtos proibidos no Brasil.

Segundo a Receita Federal, o local funcionava como ponto de coleta para três plataformas simultaneamente, sendo uma de comércio eletrônico e duas de transporte de encomendas. O estabelecimento já era conhecido pelos servidores devido ao grande fluxo de mercadorias movimentadas diariamente.

Durante a fiscalização, foram localizados 480 volumes contendo produtos de origem estrangeira introduzidos irregularmente no país. Além disso, os agentes encontraram seis fardos com aproximadamente 116,6 quilos de substância análoga à maconha, escondidos entre as encomendas e embalados de forma semelhante às demais mercadorias.

Os servidores também apreenderam medicamentos irregulares e diversas caixas contendo emagrecedores oriundos do Paraguai, cuja comercialização é proibida no Brasil. De acordo com a Receita Federal, os responsáveis utilizavam uma estratégia para tentar mascarar o conteúdo das encomendas: pacotes de extrato de tomate eram colocados dentro das caixas para aumentar artificialmente o peso dos volumes, já que os emagrecedores possuem baixo peso e poderiam levantar suspeitas durante o transporte.

A prática tinha como objetivo fazer com que as encomendas aparentassem conter produtos comuns, dificultando a identificação dos itens ilegais durante inspeções logísticas.

O valor total da apreensão foi estimado em aproximadamente R$ 250 mil. As mercadorias, os medicamentos e a droga foram encaminhados aos órgãos competentes para os procedimentos legais, enquanto as investigações prosseguem para identificar os envolvidos no esquema.

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