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Boates Fechadas

Polícia Federal resgata oito paraguaias e fecha três casas por exploração sexual

Dona de boates foi presa preventivamente durante a segunda fase da Operação Falsa Promessa; três crianças também foram encontradas.

Publicado em 30/05/2026 às 12:10

(Foto: Polícia Federal/Divulgação)

(Foto: Polícia Federal/Divulgação)

(Foto: Polícia Federal/Divulgação)

A Polícia Federal de Foz do Iguaçu resgatou oito mulheres paraguaias vítimas de exploração sexual e interditou três estabelecimentos comerciais durante a segunda fase da Operação Falsa Promessa, deflagrada na tarde desta sexta-feira (29), nos municípios de Santa Helena e Entre Rios do Oeste.

A ação resultou no cumprimento de dois mandados de busca e apreensão no distrito de São Clemente, em Santa Helena, além de um mandado de prisão preventiva contra uma mulher apontada como uma das principais responsáveis pelos locais utilizados para exploração das vítimas.

Segundo as investigações, as mulheres eram atraídas ao Brasil por meio de falsas promessas de trabalho e melhores condições de vida. Ao chegarem ao país, passavam a ser submetidas a um esquema de exploração sexual que envolvia dívidas fraudulentas, intimidações, restrições de liberdade e retenção de documentos pessoais.

A Polícia Federal também identificou indícios de que os responsáveis pelos estabelecimentos ficavam com parte ou até mesmo com a totalidade dos valores obtidos pelas vítimas nos programas. Entre as irregularidades apuradas está ainda a retenção de documentos de identidade, inclusive de uma criança.

Durante a operação, além das oito mulheres paraguaias, foram localizadas três crianças, entre elas uma bebê de colo. As três casas investigadas foram fechadas e interditadas por determinação judicial.

A mulher presa preventivamente estava custodiada na Delegacia da Polícia Civil de Santa Helena e foi transferida para a Delegacia da Polícia Federal.

De acordo com a PF, a segunda fase da Operação Falsa Promessa foi desencadeada após a descoberta de que as vítimas estavam sendo transferidas entre os estabelecimentos investigados, numa tentativa de dificultar a localização e o eventual resgate pelas autoridades.

Das mulheres resgatadas, quatro optaram por permanecer no Brasil e ingressar em programas de acolhimento e proteção. As demais decidiram retornar ao Paraguai, com apoio do consulado do país para o processo de repatriação.

As investigações continuam para identificar outros envolvidos no esquema criminoso e possíveis novas vítimas.

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