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IMPASSE NO JUPIRA

Construções reaparecem no Jupira há 18 meses mesmo após demolições, diz prefeitura

Histórico da Prefeitura mostra sucessivas tentativas de ocupação desde fevereiro de 2025; casas habitadas dependem de decisão judicial.

Publicado em 15/08/2026 às 00:06

(Foto: PMFI/Divulgação)

As construções retiradas pela Prefeitura voltaram a surgir mais de uma vez em uma área pública no bairro Jupira, em Foz do Iguaçu. Um histórico divulgado pelo Município mostra que o terreno é monitorado há 18 meses e já passou por sucessivas vistorias, notificações e demolições.

O primeiro registro ocorreu em fevereiro de 2025, no final da Rua Gonçalves Dias. Na época, fiscais encontraram uma casa em construção, materiais armazenados e fundações abertas em uma área de preservação.

Mesmo após a notificação, a obra continuou avançando. Cerca de dez dias depois, uma operação reuniu fiscais, guardas municipais, policiais militares e servidores da Secretaria de Obras para demolir a casa e outras duas fundações.

A ação durou aproximadamente cinco horas. Segundo a Prefeitura, as equipes enfrentaram dificuldades para concluir o trabalho e um servidor chegou a ser ameaçado, o que exigiu a intervenção da Polícia Militar.

Quatro moradias surgiram após primeira operação

Em abril de 2025, dois meses depois da primeira demolição, uma vistoria encontrou quatro moradias na área. Também havia outra casa em construção e duas novas fundações em estágio inicial.

As estruturas desocupadas foram retiradas em uma nova operação. Em maio, porém, a fiscalização constatou que a ocupação permanecia e emitiu outras notificações.

No mês de novembro, parte das construções já havia sido demolida. Algumas edificações, entretanto, continuavam no terreno porque os casos estavam em processo de judicialização. Uma nova casa habitada também foi encontrada no final da rua.

Casas ocupadas aguardam decisão da Justiça

O monitoramento continuou em 2026. Em 29 de junho, fiscais identificaram novas edificações e notificaram duas pessoas.

Na quarta-feira (12), outra vistoria mostrou que algumas construções haviam avançado e que novas intervenções tinham surgido no terreno. Uma delas já estava ocupada.

Três barracos de madeira, ainda inacabados e sem moradores, foram retirados na quinta-feira (13). As casas habitadas não foram demolidas porque dependem de decisão judicial.

A Prefeitura informou que continuará fiscalizando o terreno para impedir novas construções na área pública. As famílias que permanecem no local recebem acompanhamento da Secretaria Municipal de Assistência Social.

Fonte: Portal da Cidade

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