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Crise no Haiti

Grupo de haitianos passa por Foz a caminho de reencontro e recomeço no Brasil

Ao todo, 71 imigrantes desembarcaram na cidade e seguiram para diferentes regiões do país.

Publicado em 14/01/2026 às 23:31

Embarque no aeroporto (Foto: William Brisida/Itaipu Binacional)

Naomi Joseph trabalhava com marketing no Haiti. (Foto: William Brisida/Itaipu Binacional)

Samuel Derilus dirigia táxi e quer trabalhar como motorista. (Foto: William Brisida/Itaipu Binacional)

Um grupo de 71 haitianos desembarcou na manhã desta quarta-feira (14) no aeroporto de Foz do Iguaçu e deu mais um passo importante para recomeçar a vida no Brasil. Os imigrantes receberam apoio logístico da Itaipu para seguir viagem até a rodoviária e, de lá, embarcaram para diferentes cidades do país, onde já vivem familiares.

O suporte incluiu ônibus e vans para garantir o deslocamento do grupo com segurança e organização. A chegada marcou o reencontro de famílias que estavam separadas havia anos e simbolizou um novo começo para pessoas que deixaram o Haiti em meio a uma grave crise humanitária.

A maior parte dos haitianos que chegou a Foz já tem parentes morando e trabalhando no Brasil. A vinda foi possível graças a uma autorização que permite a entrada de pessoas com visto para reencontro familiar, facilitando a reunião de famílias que estavam divididas entre países.

Entre os passageiros estava o jovem Solanndy Pierre, de 17 anos, que seguirá para Goiânia para rever a mãe, que não encontra há cinco anos. Ele pretende concluir os estudos no Brasil e sonha em cursar faculdade no futuro. Também no grupo, Naomi Joseph viaja para Curitiba para morar com a irmã e espera retomar a vida profissional no país. Samuel Derilus, que também seguirá para a capital paranaense, quer trabalhar como motorista e ajudar financeiramente a família.

As histórias se repetem entre os recém-chegados. São pessoas que deixaram para trás uma rotina marcada por dificuldades e incertezas e agora apostam no Brasil como oportunidade de reconstrução, trabalho e estabilidade.

O Haiti enfrenta há anos uma crise profunda, com violência, pobreza extrema e violações de direitos humanos. A situação se agravou após o terremoto de 2010, quando o Brasil passou a conceder vistos humanitários para cidadãos haitianos. Desde então, milhares de famílias buscam no país uma chance de recomeçar em condições mais dignas.

A passagem por Foz do Iguaçu foi rápida, mas carregada de significado. Para muitos, foi o primeiro passo concreto de uma nova fase, marcada pelo reencontro com quem ficou para trás e pela esperança de construir um futuro melhor em solo brasileiro.

Fonte: Portal da Cidade

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