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CHEIA NA FRONTEIRA

Rio Paraná baixa, mas segue 16 metros acima do normal, segundo a Itaipu Binacional

Mesmo com a melhora nos últimos dias, nível da água ainda preocupa; Itaipu mantém duas calhas do vertedouro abertas.

Publicado em 19/10/2026 às 17:27
Atualizado em

(Foto: William Brisida/Itaipu Binacional)

(Foto: William Brisida/Itaipu Binacional)

(Foto: William Brisida/Itaipu Binacional)

(Foto: William Brisida/Itaipu Binacional)

O nível do Rio Paraná continua baixando em Foz do Iguaçu, mas a situação ainda exige atenção. Nesta segunda-feira (19), a água chegou à marca de 118 metros acima do nível do mar, uma redução gradual nos últimos dias. Mesmo assim, o rio permanece 16 metros acima do nível considerado normal, de aproximadamente 102 metros.

Por causa do risco de novos alagamentos, a orientação é que os moradores não retornem às áreas atingidas até que haja condições seguras.

A cheia ainda afeta famílias dos dois lados da fronteira. No bairro San Rafael, em Ciudad del Este, no Paraguai, 220 famílias continuam recebendo assistência da Itaipu. Em Foz do Iguaçu, outras cinco famílias seguem sendo acompanhadas pela Defesa Civil.

Rio Iguaçu também apresenta queda

O Rio Iguaçu, que deságua no Paraná, também está apresentando redução no volume de água. Nesta segunda-feira, a vazão estava em aproximadamente 8 milhões de litros por segundo.

Apesar da queda, o volume ainda é mais de cinco vezes superior à média normal, de 1,5 milhão de litros por segundo. A redução ajuda a melhorar o escoamento das águas do Rio Paraná.

Itaipu mantém vertedouro aberto

A Usina de Itaipu continua liberando grandes volumes de água pelo vertedouro. Nesta segunda-feira, as calhas esquerda e central estavam abertas, com uma vazão de aproximadamente 14 milhões de litros por segundo.

A medida ocorre porque os rios que abastecem o reservatório continuam recebendo muita água, especialmente devido às vazões elevadas das usinas Porto Primavera e Rosana e de outros rios da região.

Segundo a Itaipu, a operação é realizada de forma controlada para garantir a segurança da barragem e ajudar a reduzir os impactos das cheias.

O coordenador da Comissão Especial de Cheias, engenheiro Paulo Zanelli Jr., explica que o reservatório pode armazenar temporariamente parte da água durante períodos críticos, diminuindo o volume liberado rio abaixo e ajudando a amenizar os alagamentos.

Saúde alerta para riscos após enchentes

Com a redução do nível dos rios, a Vigilância em Saúde de Foz do Iguaçu reforçou os cuidados necessários nas áreas atingidas.

A água das enchentes pode contaminar alimentos, objetos e reservatórios, aumentando o risco de doenças.

A orientação é descartar alimentos que tiveram contato com a água da enchente, limpar e desinfetar as caixas-d'água e utilizar luvas e botas de borracha durante a limpeza dos imóveis.

Alimentos perecíveis que ficaram mais de duas horas sem refrigeração também devem ser descartados. Caso haja interrupção no abastecimento, a água para consumo deve ser fervida ou tratada conforme as orientações das autoridades sanitárias.

Descarte de lixo também preocupa

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente alerta que o descarte irregular de lixo, móveis e entulhos pode agravar os alagamentos, já que esses materiais podem entupir bueiros e prejudicar o escoamento da água da chuva.

O município oferece coleta seletiva semanal e caçambas comunitárias gratuitas, que podem ser solicitadas pelas associações de moradores. Galhos e entulhos também podem ser levados ao aterro sanitário.

Denúncias de descarte irregular podem ser feitas pelo aplicativo eOuve ou pelo telefone 156.

Fonte: Portal da Cidade

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