CURIOSIDADE
Como a passarela das Cataratas do Iguaçu resiste à força da água durante as cheias?
Estrutura suporta a força de milhões de litros de água por segundo; entenda por que ela não é arrastada pela correnteza mesmo quando o rio sobe.
Publicado em 16/10/2026 às 11:40
Quem vê a força da água nas Cataratas do Iguaçu, em Foz do Iguaçu, especialmente durante as grandes cheias, provavelmente já se fez uma pergunta: como a passarela que leva os turistas até perto da Garganta do Diabo não é levada pela correnteza?
Nesta semana, a pergunta ganhou ainda mais destaque. Com as fortes chuvas no Paraná, o Rio Iguaçu subiu rapidamente e a água chegou a passar por cima de partes da estrutura. Mesmo assim, a passarela permaneceu no lugar.
O segredo está na forma como ela foi construída e nos cuidados adotados sempre que o volume do rio aumenta.
A passarela é sustentada por apoios ligados a uma base resistente. O terreno da região é formado por rochas de basalto, que ajudam a oferecer firmeza à construção. Além disso, os espaços entre os apoios permitem que a água continue passando, diminuindo parte da pressão provocada pela correnteza.
Mas existe outro detalhe que faz toda a diferença: as grades de proteção podem ser retiradas.
Em dias normais, essas grades garantem a segurança dos visitantes. Porém, quando o rio sobe muito, elas acabam funcionando como uma barreira para a água. A correnteza bate com força nas grades e ainda pode trazer galhos, troncos e outros materiais que ficam presos.
Para evitar que isso aconteça, as equipes responsáveis pelo parque retiram as grades preventivamente. Assim, a água consegue passar com menos obstáculos, reduzindo o risco de danos à estrutura.
Foi o que aconteceu na terça-feira (13), quando a concessionária Urbia+Cataratas realizou a retirada das grades diante do aumento da vazão do Rio Iguaçu.
A força da cheia impressiona. Na quarta-feira (14), as Cataratas chegaram a registrar aproximadamente 15,8 milhões de litros de água por segundo. Para se ter uma ideia, o volume normal é de cerca de 1,5 milhão de litros por segundo. Ou seja, a vazão ficou mais de dez vezes acima da média.
Apesar de toda a resistência da construção, isso não significa que a passarela seja indestrutível. Em situações extremas, a força da água pode provocar danos, por isso o acesso dos turistas é interrompido antes que a cheia coloque os visitantes em risco.
Segundo a Urbia+Cataratas, quando a vazão ultrapassa 8,5 milhões de litros por segundo e continua aumentando, a passarela é fechada preventivamente. Dependendo da situação, as grades também são retiradas.
Durante as cheias, as equipes acompanham o comportamento do rio de hora em hora. A reabertura só acontece depois que o volume de água diminui e uma avaliação técnica confirma que a estrutura oferece condições seguras para receber visitantes.
Mesmo com a interdição da passarela principal, o Parque Nacional do Iguaçu continua recebendo turistas, desde que as condições de segurança permitam a visitação. Outros pontos da Trilha das Cataratas podem permanecer abertos, oferecendo uma vista privilegiada das quedas.
No fim das contas, não existe mágica. A resistência da passarela é resultado de uma construção planejada para enfrentar a força do rio, aliada a medidas de prevenção. E quando a natureza mostra toda a sua força, a segurança vem sempre em primeiro lugar.
Fonte: Portal da Cidade
Notícias relacionadas
Macuco Safari suspende passeios por 48 horas após aumento do nível do Rio Iguaçu
14/10/2026 às 23:43
Museu Foz Cars libera entrada gratuita para professores de Foz até domingo
14/10/2026 às 12:10
Voo direto entre Foz e Fortaleza será suspenso pela GOL a partir de fevereiro
14/10/2026 às 09:48
Cheia do Rio Iguaçu leva Parque a retirar grades da passarela das Cataratas
13/10/2026 às 17:37
Com três andares, Kattamaram V é lançado ao Rio Paraná e estreia em dezembro
13/10/2026 às 12:08
Cheia fecha lado argentino das Cataratas e amplia interdições no lado brasileiro
12/10/2026 às 10:40