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poluição sonora

Som que atravessa a fronteira mobiliza moradores e vira cobrança oficial ao Paraguai

Documento com mais de 500 assinaturas cobra medidas para conter o som de alta potência que atravessa o Rio Paraná e afeta bairros de Foz do Iguaçu.

Publicado em 30/06/2026 às 17:28

(Foto: Divulgação)

Mais de 500 moradores de Foz do Iguaçu formalizaram uma reclamação às autoridades paraguaias contra a poluição sonora provocada por veículos com sistemas de som de alta potência na região do Muelle, em Presidente Franco. O abaixo-assinado foi entregue nesta segunda-feira (29) ao Consulado da República do Paraguai, em Foz, durante reunião com os cônsules Moisés Quintana e Iván Airaldi.

A mobilização reúne moradores, empresários e lideranças comunitárias de bairros como Porto Meira, Vila Portes, Boicy e Centro, além de representantes de condomínios residenciais e das vilas militares da Marinha e da Aeronáutica. O documento também conta com o apoio do Conselho de Desenvolvimento Trinacional (Codetri).

Segundo os moradores, o problema ocorre principalmente nas noites de sexta-feira, sábado e domingo, quando veículos equipados com potentes aparelhos de som se concentram às margens do Rio Paraná. Devido à proximidade entre as cidades, o ruído atravessa a fronteira e alcança diversos bairros de Foz do Iguaçu, inclusive a região central.

Os autores da representação afirmam que o excesso de barulho prejudica o descanso de milhares de pessoas, afetando famílias, idosos, crianças e trabalhadores que vivem próximos ao rio.

Durante a reunião, oficiais do Destacamento de Controle do Espaço Aéreo de Foz do Iguaçu (Dtcea-FI) alertaram que a situação também pode comprometer a segurança das operações aéreas. Segundo eles, técnicos e controladores responsáveis pelo tráfego aéreo na região trinacional moram a cerca de 500 metros do local e convivem com noites seguidas de ruído intenso, o que prejudica o período de descanso desses profissionais.

O presidente do Codetri, Roni Temp, afirmou que a intenção é buscar uma solução por meio da cooperação entre Brasil e Paraguai. Segundo ele, o problema também afeta moradores paraguaios e exige atuação conjunta das autoridades dos dois países.

Os cônsules informaram que o documento será encaminhado às autoridades competentes no Paraguai. De acordo com Moisés Quintana, a Marinha Paraguaia já realizou fiscalizações na região e, com a denúncia formal, será possível ampliar a atuação em conjunto com o Ministério Público e as forças de segurança.

Também presente na reunião, o presidente da Câmara de Vereadores de Presidente Franco, Luís Fernando Vargas, disse que irá levar a demanda às autoridades municipais e ao Ministério Público paraguaio. Entre as medidas discutidas estão o reforço da fiscalização, a possibilidade de apreensão de veículos irregulares e a criação de um canal de comunicação para registrar denúncias.

Os moradores ressaltam que o pedido não é para impedir eventos ou apresentações musicais, mas para garantir o cumprimento da legislação sobre limites de emissão de ruídos e preservar o direito ao descanso da população dos dois lados da fronteira.

Fonte: Portal da Cidade | Assessoria

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