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Como as plataformas de streaming se digladiam pelo público latino-americano

Público consumidor está crescendo e plataformas querem abocanhar um filão importante nos negócios das companhias.

Postado em 02/09/2021 às 11:24 |

(Foto: Glenn-Carsten-Petters/Unsplash)

O aumento do consumo de plataformas de streaming durante a pandemia causada pelo novo coronavírus é uma realidade. As medidas restritivas fizeram com que a população tivesse que permanecer mais tempo em casa. Nesse cenário, a procura por plataformas para assistir filme online foi determinante para uma expansão do mercado na América Latina de empresas como Netflix, Amazon, HBO e Disney,

Especialistas do setor afirmam que as grandes empresas de streaming estão cada vez mais atentas a essa região do planeta devido ao seu tamanho e potencial de crescimento rápido. As assinaturas de streaming de vídeo na América Latina chegarão a 51,1 milhões até 2024, de acordo com as previsões da Digital TV Research - um número que está 60% acima do final de 2019.

Esse é um mercado que está mudando rapidamente na América Latina. Até meados de 2016, apenas a Netflix atuava na região, exercendo um monopólio quando o assunto era a plataforma de filmes online. Isso começou a mudar no final daquele mesmo ano, quando a Amazon Prime Video desembarcou no Brasil e passou a fazer frente à concorrente. Em 2019, foi a vez da Apple TV+. Mais recentemente foi a vez da Disney e a tendência é que esse movimento de expansão das marcas só cresça.

Além disso, a ViacomCBS anunciou recentemente a chegada de seu serviço de streaming gratuito, Pluto TV, em países latino-americanos de língua espanhola. Essas empresas enfrentam gigantes locais nesse processo de expansão, como Globo, aqui no Brasil, e Televisa, no México, que tradicionalmente são as principais produtoras de conteúdo da região. Mas as plataformas de streaming querem um filão desse mercado.

No entanto, existem barreiras para o crescimento no mercado de streaming da América Latina. Um dos principais problemas tem a ver com conexões de internet ruim e de baixa velocidade. O tráfego de dados móveis parece promissor, mas os planos pré-pagos, embora em declínio, ainda são a maioria na região - e esses planos limitam o consumo de dados, algo péssimo para qualquer plataforma de streaming. Apenas uma minoria das assinaturas de linha fixa fornece conexões mais rápidas do que 4 Mbps, o requisito mínimo para transmitir vídeo de alta definição.

Ainda assim, a disputa para ter o domínio da região segue. A Netflix tem 29 milhões de assinantes na região, quase o dobro do que tinha em 2017. O preço será uma arma fundamental nessa luta. Amazon Prime Video e Apple + tentam reduzir o preço da assinatura para desbancar a Netflix, que hoje está cobrando pouco mais de R$ 30 reais. Os preços dos participantes podem até subir, mas qualquer forma de desconto e redução de custos ao consumidor pode ser decisivo.

Embora a Netflix não revele o número de assinantes em cada país, acredita-se que sua atuação na América Latina seja impulsionada, sobretudo, pela presença no Brasil e no México, os maiores mercados. E apesar do crescimento na região, a América Latina é o lugar onde os assinantes geram a menor receita para a Netflix: 8 dólares por mês, em média, por assinante. Nos Estados Unidos e Canadá, cada assinante gera uma renda média mensal de quase 13 dólares.

A Netflix tem dito por meio de comunicados que sua expansão internacional pode ser creditada à boa aceitação de séries e projetos em outros idiomas. O maior exemplo é a série espanhola La Casa de Papel , que se tornou muito popular na América Latina.

Já a estratégia para o Amazon Prime Video é semelhante. Em um comunicado recente, o chefe da Amazon Originals internacional, James Farrell, destacou o potencial da empresa para criar programas exclusivos para a América Latina, diante do crescimento verificado pela empresa na região.

Outro peão no tabuleiro é a Disney Plus, que chegou à América Latina em outubro de 2020 e tem feito sucesso para quem acompanha os filmes dos estúdios norte-americanos. Produções como Rei Leão, Toy Story, entre outros clássicos da franquia, tem conseguido convencer uma legião de fãs a assinarem com a plataforma. A companhia mantém segredo sobre lucros na região.

Há também a HBO Max, que está investindo pesado em produções próprias para desbancar a Netflix e Amazon Prime Video. Essa briga é boa e quem ganha é o consumidor, com cada vez mais opções.

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