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Pães, peixes e carnes puxam os preços da cesta básica de Foz do Iguaçu em maio

As maiores altas foram registradas nos preços dos panificados (9,1%), dos pescados (6,4%) e das carnes (4,61%).

Postado em 01/06/2021 às 04:26 |

(Foto: Ilustrativa/Pixabay)

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-Foz) dos itens da cesta básica apresentou, em maio de 2021, um pequeno aumento de 0,72% em relação ao mês de abril. O IPC-Foz é calculado pelo Centro de Pesquisas Econômicas e Aplicadas (CEPECON), da UNILA.

As maiores altas foram registradas nos preços dos panificados (9,1%), dos pescados (6,4%) e das carnes (4,61%). Já as maiores reduções no período ficaram por conta das frutas (-8%); carnes e peixes industrializados (-6,8%); e farinha, féculas e massas (-1,7%).

Pães e outros produtos panificados, bastante importantes na cesta básica do brasileiro, apresentaram um aumento de 9,1%. Nesse grupo, o destaque ficou com o pão de forma, com preço 2,96% maior que o registrado no mês anterior. Outra alta foi verificada no preço do biscoito, de 0,87%. Em compensação, o pão francês teve queda de 0,65% nos preços.

Outro item muito consumido, o leite UHT ficou cerca de 1,6% mais caro neste mês de maio. De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), ligado à Universidade de São Paulo, essa alta se deve à valorização do leite no campo, que está atrelada ao contexto de diminuição da oferta, devido ao clima seco e à elevação dos custos de produção.

Entre os hortifrutigranjeiros, a alface continua em queda, cerca de 7,1%, em decorrência de menor demanda neste período de clima mais frio. A banana-caturra ficou 19,4% mais em conta neste mês, em decorrência de maior oferta da fruta. O preço da banana pode continuar em patamares baixos, uma vez que algumas regiões irão intensificar a colheita em meados de junho. O tomate e a cebola também estão mais baratos – 3,9% e 13,7%, respectivamente.

As carnes no geral aumentaram 4,6%, sendo um dos itens de maior contribuição para a alta do IPC de maio. Os aumentos de 19,2% no preço do peito bovino, de 10,4% no preço da costela e de 9,2% no preço da carne de porco são os destaques desse grupo. Em contrapartida, houve redução nos preços de alguns cortes como, por exemplo, capa de filé, 14,1% mais barata, e contrafilé, com redução de 3,5%.

O relatório completo e outras informações estão disponíveis em http://www.cepecon.com.

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