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HIDRELÉTRICA

Vertedouro da Itaipu volta a ser aberto pela primeira vez desde novembro de 2025

Reservatório se aproximou do limite operacional após chuvas na bacia do rio Paraná. Medida garante a segurança da usina.

Publicado em 28/06/2026 às 13:50

(Foto: Andrés Zarate/Itaipu Binacional )

A Usina de Itaipu abriu, às 7h30 deste domingo (28), o vertedouro de forma programada para controlar o nível do reservatório, que atingiu a cota de 220,36 metros, muito próxima do limite máximo operacional. A medida foi adotada após o aumento do volume de água provocado pelas chuvas registradas nas usinas localizadas a montante do rio Paraná.

Segundo a hidrelétrica, a abertura não está relacionada a qualquer problema na operação da usina. O procedimento ocorre porque, neste momento, as condições dos sistemas elétricos interligados do Brasil e do Paraguai impedem que o controle do reservatório seja feito apenas com o aumento da geração de energia.

Inicialmente, foi aberta somente a calha esquerda do vertedouro, liberando uma vazão de aproximadamente 1.450 metros cúbicos de água por segundo. O vertimento permanecerá enquanto for necessário para garantir a segurança operacional da barragem, até que o sistema elétrico permita o controle do nível por meio da ampliação da produção de energia.

A Itaipu reforçou que continua atendendo normalmente à demanda energética dos dois países. A usina é classificada como uma hidrelétrica a fio d'água, característica que significa possuir um reservatório com baixa capacidade de armazenamento, exigindo controle constante do nível em períodos de maior afluência.

O último acionamento do vertedouro para controle do reservatório havia ocorrido em 23 de novembro de 2025, também de forma pontual.

A abertura do vertedouro costuma atrair visitantes e turistas devido ao grande volume de água despejado no rio Paraná, transformando o cenário da barragem em um dos espetáculos naturais mais impressionantes da usina. Nesta ocasião, porém, o objetivo principal é manter a operação dentro dos padrões de segurança, sem impacto no fornecimento de energia.

Fonte: Portal da Cidade

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