SONEGAÇÃO FISCAL
Foz do Iguaçu é alvo de operação contra esquema de fraude de R$ 271 milhões
Receita Federal e Gaeco cumprem mandado na cidade nesta quarta-feira (4); investigação apura sonegação de impostos e lavagem de dinheiro.
Publicado em 04/11/2026 às 09:04
Foz do Iguaçu está entre as cidades que receberam uma operação da Receita Federal e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) na manhã desta quarta-feira (4). A ação investiga um esquema milionário de sonegação de impostos e lavagem de dinheiro envolvendo empresas do setor de produtos de origem animal.
Um mandado de busca e apreensão foi cumprido em Foz do Iguaçu. A cidade faz parte de uma operação que atingiu 28 municípios de quatro estados brasileiros. A Justiça também determinou o bloqueio de até R$ 271,4 milhões em bens e valores ligados aos investigados.
As ações fazem parte da segunda fase da Operação Enxágue e da Operação Catéter, conduzidas pelo Gaeco de Londrina em conjunto com a Receita Federal.
Segundo as investigações, os suspeitos utilizavam empresas de fachada para emitir notas fiscais falsas e movimentar grandes quantias de dinheiro no comércio de sebo e gordura animal, produtos utilizados principalmente na fabricação de biodiesel e pela indústria de couro.
O esquema permitia que empresas obtivessem créditos indevidos de ICMS, imposto estadual cobrado sobre a circulação de mercadorias, sem que os valores fossem efetivamente recolhidos aos cofres públicos.
Empresas de fachada e movimentação bilionária
De acordo com os investigadores, parte das empresas era registrada em nome de pessoas que não tinham relação com os negócios. Entre os nomes utilizados estavam trabalhadores de baixa renda e até pessoas falecidas.
A Receita Federal identificou pelo menos 35 empresas de fachada ligadas ao esquema investigado na Operação Enxágue.
Na Operação Catéter, uma das empresas investigadas movimentou mais de R$ 1,3 bilhão em 63,5 mil transações bancárias, apesar de não possuir estrutura compatível com o volume de negócios declarado.
Os investigadores suspeitam que o dinheiro circulava entre empresas e fundos de investimento para esconder a origem dos recursos e dar aparência de legalidade às operações.
Justiça determina bloqueio milionário
As decisões judiciais autorizam o bloqueio de contas bancárias, veículos, imóveis e participações em empresas.
Somente na Operação Catéter, foram indicados para sequestro mais de 80 imóveis, 103 veículos e ativos financeiros. Entre os bens identificados está um apartamento em São Paulo adquirido por R$ 13,2 milhões.
O objetivo é garantir recursos para eventual recuperação dos valores devidos aos cofres públicos.
Operação também chegou a Foz do Iguaçu
Além de Foz do Iguaçu, as diligências ocorreram em cidades como Londrina, Maringá, Curitiba, Cascavel não consta na relação divulgada, São Paulo e municípios de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul.
Em Foz, foi confirmado o cumprimento de um mandado de busca e apreensão. Até o momento, o comunicado oficial não detalha o endereço fiscalizado, a empresa envolvida ou se houve apreensão de materiais na cidade.
As investigações continuam para identificar todos os envolvidos e esclarecer a movimentação financeira das organizações investigadas.
Fonte: Portal da Cidade
Notícias relacionadas
Acidente com duas motos e carro argentino deixa trânsito lento na Ponte da Amizade
04/11/2026 às 11:27
Homem com facão ameaça mulher, é baleado pela Polícia Militar e acaba preso
04/11/2026 às 08:39
Caixas de bombom escondiam 47 ovos de aves silvestres no aeroporto de Foz do Iguaçu
03/11/2026 às 22:31
Barcos traziam cigarros do Paraguai e motos faziam entregas em depósitos de Foz
03/11/2026 às 09:04
Homem de 42 anos é encontrado morto na sala de casa no Morumbi; polícia apura causa
03/11/2026 às 06:38
Câmeras flagram homem arrancando fios dentro do Terminal de Transporte Urbano
03/11/2026 às 06:29