ESQUEMA MILIONÁRIO
PF investiga policiais militares suspeitos de ligação com esquema de contrabando
Operação cumpre 11 mandados de busca e apreensão; investigação envolve cargas ilegais avaliadas em R$ 20 milhões e suspeitas de corrupção.
Publicado em 29/10/2026 às 09:15
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (29), uma operação contra uma organização criminosa suspeita de atuar no contrabando de eletrônicos e contar com a participação de policiais militares em Foz do Iguaçu.
Dois policiais militares estão entre os investigados e tiveram suas residências alvo de mandados de busca e apreensão. A ação contou com o apoio da Corregedoria da Polícia Militar do Paraná.
Ao todo, são cumpridos 11 mandados de busca e apreensão, além de medidas para identificar e rastrear bens que podem ter sido adquiridos com dinheiro de origem ilegal.
A operação, chamada Resgate Ilícito, está na segunda fase e mobiliza agentes da Polícia Federal de Foz do Iguaçu, Cascavel e Guaíra.
Esquema envolve R$ 20 milhões em mercadorias
As investigações começaram após apreensões realizadas entre 2024 e 2025, quando foram interceptadas cargas ilegais avaliadas em aproximadamente R$ 20 milhões.
Entre os produtos apreendidos estavam celulares sem documentação fiscal e cigarros eletrônicos, cuja comercialização é proibida no Brasil.
Segundo a Polícia Federal, o grupo investigado utilizava empresas e pessoas em nome de terceiros para esconder patrimônio e movimentar dinheiro de origem suspeita.
As análises também identificaram movimentações financeiras incompatíveis com a renda dos investigados, levantando suspeitas de lavagem de dinheiro.
Policiais são suspeitos de proteger organização criminosa
Durante a análise das provas recolhidas na primeira fase, realizada em novembro de 2025, a Polícia Federal encontrou indícios de que agentes públicos estariam envolvidos na proteção dos interesses da organização criminosa.
Entre os suspeitos estão dois policiais militares. As buscas nas residências dos investigados foram realizadas com apoio da Corregedoria da PM.
Grupo dizia recuperar cargas roubadas
Um dos pontos que chamaram a atenção dos investigadores foi a maneira como o grupo justificava suas atividades.
Segundo a Polícia Federal, os suspeitos alegavam atuar na recuperação de cargas roubadas. No entanto, as investigações apontaram que, na verdade, eles buscavam recuperar mercadorias contrabandeadas que haviam sido levadas por outros criminosos.
Essa prática deu origem ao nome Operação Resgate Ilícito.
A nova fase busca identificar todos os envolvidos, reunir mais provas e localizar bens adquiridos com recursos ilegais.
Os investigados são suspeitos de crimes como corrupção, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa. As investigações continuam.
Fonte: Portal da Cidade
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