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Operação Repatriar

Polícia Federal investiga negociação de bebê de 5 meses levado de Foz ao Paraguai

Criança teria sido entregue a terceiros após pagamentos via Pix e em dinheiro. PF cumpriu três mandados de busca nesta sexta-feira (4).

Publicado em 04/09/2026 às 17:15

(Foto: Polícia Federal/Divulgação)

A Polícia Federal investiga uma possível negociação envolvendo um bebê de cinco meses que teria sido levado de Foz do Iguaçu para o Paraguai e entregue a terceiros para adoção ilegal.

Nesta sexta-feira (4), três mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Foz do Iguaçu durante a Operação Repatriar. Os alvos são pessoas suspeitas de participar da entrega da criança e de intermediar a negociação que teria permitido a transferência do bebê para o país vizinho.

Segundo a PF, a investigação aponta que a criança foi levada ao Paraguai no dia 23 de agosto. Após atravessar a fronteira, o bebê teria sido entregue a terceiros depois de uma negociação.

Parte do pagamento teria sido feita por transferência via Pix. Outra quantia teria sido entregue em dinheiro no momento em que a criança foi repassada, conforme os elementos reunidos até agora pelos investigadores.

A Polícia Federal não informou os valores envolvidos na negociação nem detalhou quem teria recebido ou realizado os pagamentos.

Bebê foi localizado e recuperado

O caso começou a ser investigado em 26 de agosto, depois de diligências realizadas pela Polícia Civil do Paraná. Durante a apuração, surgiram indícios de que o bebê havia sido levado para fora do Brasil.

A criança foi posteriormente localizada e recuperada. A PF não divulgou onde o bebê foi encontrado nem informou, até o momento, com quem ele permanece.

Como a investigação envolve a transferência da criança entre Brasil e Paraguai, o caso passou para a Justiça Federal e ficou sob responsabilidade da Polícia Federal.

Os investigadores agora buscam esclarecer como ocorreu a negociação, quem participou da entrega do bebê e qual foi o papel de cada pessoa envolvida.

O caso é investigado, em tese, como tráfico de pessoas para fins de adoção ilegal e envio de criança ao exterior sem o cumprimento das exigências legais.

A investigação continua.

Fonte: Portal da Cidade

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