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Justiça Criminal

Réu por morte de Zahara pede liberdade com tornozeleira e outras medidas

Bruno Vieira, preso desde março, é acusado de ajudar na execução da estudante Zahara e agora tenta substituir a prisão por medidas cautelares.

Publicado em 25/07/2025 às 12:11

(Foto: Portal da Cidade)

Preso preventivamente desde março deste ano, Bruno Martini Vieira, réu por homicídio da estudante de biomedicina Zahara Hussein Tormos, pediu à Justiça a substituição da prisão por medidas cautelares. Ele é acusado de envolvimento direto no crime ocorrido em fevereiro de 2025, quando a jovem foi sequestrada e executada.

A solicitação inclui o uso de tornozeleira eletrônica, apresentação mensal ao fórum, proibição de se ausentar do município sem autorização judicial, restrição de contato com outros investigados, testemunhas e familiares da vítima, além da possibilidade de pagamento de fiança.

Vieira nega participação no assassinato, embora admita que esteve no local e no horário do crime. A defesa sustenta que ele apenas deu carona à então companheira, Pâmela da Silva Campos, sob alegação de que sua motocicleta havia apresentado problemas naquela noite.

No entanto, o Ministério Público sustenta que Bruno atuou em conjunto com Pâmela e outras pessoas ainda não identificadas. Segundo a acusação, a vítima foi imobilizada com fita adesiva e executada com disparos de arma de fogo feitos por Pâmela, enquanto Bruno teria conduzido um Chevrolet Corsa usado como apoio logístico para a ação e fuga.

Imagens de câmeras de segurança e dados telemáticos obtidos durante a investigação indicam movimentação sincronizada entre os dois acusados antes e depois do crime. O corpo de Zahara foi encontrado dois dias depois, dentro do próprio veículo – um Onix Plus – em uma área de mata no bairro Remanso Grande. Ela estava com os pés e mãos amarrados e apresentava cinco ferimentos por arma de fogo, sendo que três projéteis permaneceram alojados, inclusive um na coluna.

Além do homicídio, Bruno Vieira também responde por receptação e ocultação de um notebook pertencente à vítima. Ele tem passagem anterior por adulteração de chassi de veículo, registrada em 2022. Na época, foi preso, pagou fiança de R$ 500 e firmou acordo com a Justiça, tendo a punibilidade extinta após o cumprimento das condições estabelecidas.

A defesa, representada pelo advogado Bruno Gustavo Ferreira de Macedo, argumenta que Vieira é tecnicamente primário, possui residência fixa, trabalha há mais de 15 anos na mesma empresa e tem nível fundamental completo.

O pedido de substituição da prisão preventiva está sendo analisado pelo Ministério Público e seguirá para decisão da juíza Danuza Zorzi Andrade, responsável pelo caso. A magistrada também deve decidir, nos próximos dias, se Vieira e Pâmela serão levados a julgamento pelo Tribunal do Júri, competente para julgar crimes dolosos contra a vida.

Fonte: Portal da Cidade

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