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Feminicídio

Suspeito de matar jovem e esconder corpo em geladeira no RJ é preso em Foz do Iguaçu

Homem de 32 anos era procurado pela Justiça do Rio de Janeiro e foi localizado em um imóvel no bairro Lagoa Dourada durante operação conjunta das polícias.

Publicado em 21/07/2026 às 15:34

(Foto: Polícia Civil/Divulgação)

Um homem de 32 anos, suspeito de matar a companheira e esconder o corpo dela dentro de uma geladeira em Rio das Ostras (RJ), foi preso nesta terça-feira (21) em Foz do Iguaçu.

Renan de Lorena Reus estava foragido da Justiça desde o feminicídio de Thaíssa Lino de Souza, de 22 anos, e foi localizado durante uma operação conjunta das Polícias Civis do Paraná e do Rio de Janeiro.

Segundo a Polícia Civil, o suspeito estava escondido em um quarto alugado nos fundos de uma residência no bairro Lagoa Dourada. A prisão foi resultado do compartilhamento de informações entre a Divisão de Assessoria de Informações (DAI), da Polícia Civil do Rio de Janeiro, e as equipes do TIGRE e do Denarc de Foz do Iguaçu.

Durante a abordagem, Renan tentou enganar os policiais ao informar uma identidade falsa e dizer que era natural de São Paulo. Após a confirmação dos dados, os agentes cumpriram o mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça fluminense.

Ele foi encaminhado à Cadeia Pública de Foz do Iguaçu, onde permanece à disposição da Justiça.

Crime chocou o Rio de Janeiro

Thaíssa Lino de Souza foi vista pela última vez em 30 de agosto de 2025. Dias depois, familiares estranharam o desaparecimento e foram até a casa onde ela morava com o companheiro.

Na noite de 3 de setembro, o padrasto da jovem encontrou o corpo escondido dentro de uma geladeira. A perícia apontou que a morte havia ocorrido entre o fim de semana e a segunda-feira anterior à localização.

De acordo com a investigação, o suspeito teria bloqueado contatos no celular da vítima para impedir que familiares percebessem o desaparecimento rapidamente. A polícia também informou que portas e janelas da residência foram vedadas com fita adesiva, em uma tentativa de conter o odor da decomposição e retardar a descoberta do crime.

Histórico de violência

Conforme a Polícia Civil do Rio de Janeiro, o casal estava junto havia cerca de cinco anos e já possuía registros de ocorrências por brigas e denúncias de cárcere privado quando morava em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.

A investigação também reuniu laudo papiloscópico que identificou impressões digitais do suspeito na cena do crime. Além disso, documentos e objetos pessoais de Renan foram encontrados na residência.

O caso segue em tramitação na Justiça do Rio de Janeiro.

Fonte: Portal da Cidade

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