ADMINISTRAÇÃO
Após quase 40 anos, empresa do Centro de Convenções de Foz do Iguaçu pode ser extinta
Acionistas vão decidir sobre a dissolução da sociedade no dia 7 de agosto. Projeto ainda dependerá de aprovação da Câmara de Vereadores.
Publicado em
05/08/2026 às 14:42
Atualizado em
A sociedade responsável pela administração do Centro de Convenções de Foz do Iguaçu pode chegar ao fim após quase quatro décadas de existência. Os acionistas do Centro de Convenções de Foz do Iguaçu S/A foram convocados para uma Assembleia Geral Extraordinária nesta sexta-feira, 7 de agosto, para decidir sobre a abertura do processo de dissolução da empresa.
Caso a proposta seja aprovada, será encaminhado à Câmara Municipal um projeto de lei para autorizar a liquidação da sociedade de economia mista, encerrando oficialmente as atividades da empresa criada para administrar o complexo.
A medida marca o fim de uma estrutura que, ao longo dos anos, esteve no centro de discussões sobre sua função e seus custos. Frequentemente, a empresa foi alvo de críticas por parte de políticos e da sociedade, que questionavam a necessidade da manutenção da estrutura administrativa e apontavam o uso de cargos comissionados como um dos principais problemas.
O debate sobre o futuro do Centro de Convenções não é recente. Em 2014, o Município chegou a aprovar uma lei autorizando a concessão do espaço à iniciativa privada, mas o projeto não avançou. Nos anos seguintes, diferentes administrações voltaram a discutir alternativas para a gestão do complexo.
A mudança ganhou força em maio de 2025, quando o Governo do Paraná desapropriou o imóvel e incorporou o Centro de Convenções ao patrimônio estadual. A proposta é conceder a administração do espaço à iniciativa privada, com o objetivo de ampliar investimentos, modernizar a estrutura e fortalecer o turismo de eventos em Foz do Iguaçu.
Dois meses depois, o Conselho de Parcerias do Estado aprovou a modelagem da concessão, que passou por consulta e audiência públicas. Apesar do avanço, o processo de licitação ainda não foi concluído.
Com o imóvel já pertencendo ao Estado e a futura concessão em andamento, a empresa responsável pela administração perdeu sua finalidade. A dissolução da sociedade é vista como o passo final para encerrar uma estrutura que deixou de exercer seu papel original.
Se aprovada pelos acionistas e posteriormente pela Câmara Municipal, a liquidação colocará um ponto final na história da empresa, criada há quase 40 anos para administrar um dos principais equipamentos voltados ao turismo de eventos de Foz do Iguaçu.
Fonte: Portal da Cidade
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