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PÓS-GRADUAÇÃO

Brasileiro é acusado de liderar esquema de diplomas irregulares no Paraguai

Ministério Público pediu a prisão de Ismael Fenner após encontrar cerca de 100 brasileiros em aulas realizadas em um hotel de Assunção.

Publicado em 18/07/2026 às 10:43
Atualizado em

(Foto: Reprodução/UH)

O Ministério Público do Paraguai pediu a prisão preventiva do brasileiro Ismael Fenner, acusado de integrar e liderar um esquema de oferta de mestrados e doutorados sem autorização oficial. Os cursos eram direcionados principalmente a estudantes brasileiros e apresentados como válidos para reconhecimento no Brasil.

Fenner foi acusado de estelionato e produção de documentos não autênticos. A Promotoria também pediu que ele seja impedido de deixar o Paraguai enquanto o caso é investigado.

A operação que levou à acusação foi realizada na quinta-feira (16), no Hotel Crowne Plaza, no centro de Assunção. Cerca de 100 brasileiros participavam de aulas, palestras e outras atividades presenciais de pós-graduação no momento da ação.

Os estudantes foram identificados e liberados. Documentos, listas de participantes, atas de avaliação e equipamentos eletrônicos foram apreendidos e serão analisados pelos investigadores.

Segundo o Ministério Público, o grupo oferecia cursos de mestrado e doutorado nas áreas de Educação, Administração Pública e Ciências Jurídicas. Os programas eram divulgados como reconhecidos pelas autoridades paraguaias e aptos a produzir efeitos acadêmicos e profissionais no Brasil.

Cada estudante teria pagado cerca de R$ 30 mil em matrículas, mensalidades e outras taxas. Para a Promotoria, os alunos podem ter sido vítimas do esquema, já que os cursos não possuíam o reconhecimento oficial informado durante a contratação.

A investigação aponta que Fenner e outras pessoas ainda não identificadas teriam utilizado o nome e os programas de instituições de ensino reconhecidas para dar aparência de legalidade às atividades.

Uma suposta resolução apresentada para comprovar o reconhecimento dos títulos foi consultada pelas autoridades. O Ministério da Educação do Paraguai informou que o documento não consta nos registros oficiais. Também foram encontradas inconsistências em assinaturas, selos, etiquetas holográficas e procedimentos de legalização.

De acordo com os investigadores, os documentos teriam sido usados para respaldar títulos apresentados em processos de reconhecimento no Brasil. A Promotoria apura quantos estudantes contrataram os cursos e quantos certificados ou diplomas foram emitidos.

O caso envolve um grupo específico e não coloca sob suspeita universidades paraguaias regularmente autorizadas a funcionar.

Outras pessoas podem ser acusadas conforme o avanço da investigação. Até a publicação desta reportagem, a defesa de Ismael Fenner não havia se manifestado publicamente.

Fonte: Portal da Cidade

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