Investigação
Explosivos apreendidos na fronteira podem ter ligação com mega-assalto a banco no Paraguai
Operação em Itaipulândia foi desencadeada após monitoramento de possíveis desdobramentos do ataque em Santa Rita.
Publicado em 20/06/2026 às 19:57
A apreensão de um material com características de explosivo na noite desta sexta-feira (19), em Itaipulândia, pode representar um novo desdobramento das investigações sobre o mega-assalto a uma instituição financeira ocorrido na cidade de Santa Rita, no Paraguai, na última terça-feira (16). A suspeita é uma das linhas investigadas pelas forças de segurança que atuam na fronteira.
A operação foi realizada por equipes da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Paraná (FICCO/PR), em conjunto com o Batalhão de Polícia de Fronteira (BPFron), o Esquadrão Antibombas do BOPE e o 14º Batalhão da Polícia Militar.
Segundo a Polícia Federal, as equipes reforçavam o patrulhamento na região justamente por conta do monitoramento de possíveis movimentações ligadas ao ataque em Santa Rita, distante cerca de 70 quilômetros de Foz do Iguaçu. O objetivo era localizar pessoas, veículos ou materiais que pudessem estar relacionados à atuação de organizações criminosas transnacionais.
Durante a operação, informações de inteligência apontaram para a possível circulação de explosivos vindos do Paraguai pela região do bairro São José do Itavó, em Itaipulândia. Pouco antes das 23h, um Hyundai Santa Fé com dois ocupantes foi abordado em uma área rural próxima à fronteira.
Na vistoria, os policiais encontraram uma bolsa contendo um material com características de emulsão explosiva. Conforme a Polícia Federal, havia ainda indícios da presença de cordel detonante acoplado ao artefato, o que levou ao isolamento imediato da área e ao acionamento do Esquadrão Antibombas, que se deslocou de Curitiba para realizar os procedimentos técnicos.
Os dois ocupantes do veículo foram encaminhados à Delegacia da Polícia Federal em Foz do Iguaçu. Um aparelho celular também foi apreendido durante a ação.
Embora a corporação não confirme, até o momento, uma ligação direta entre o material apreendido e o ataque ocorrido em Santa Rita, a própria operação foi desencadeada a partir do monitoramento dos possíveis desdobramentos daquele crime. As investigações agora buscam esclarecer a origem da carga, seu destino e eventual vínculo com organizações criminosas que atuam na região de fronteira.
Na última terça-feira, um grupo fortemente armado atacou agências bancárias e uma casa de câmbio em Santa Rita, utilizando explosivos e veículos para executar a ação. O caso mobilizou forças de segurança do Paraguai e passou a ser acompanhado também pelas autoridades brasileiras devido à proximidade com a fronteira.
Fonte: Portal da Cidade
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