TRÍPLICE FRONTEIRA
Léo Índio aparece em Puerto Iguazú enquanto segue foragido da Justiça brasileira
Investigado pelos atos de 8 de janeiro está na Argentina desde o ano passado e é considerado foragido pela Justiça brasileira.
Publicado em
21/06/2026 às 17:37
Atualizado em
O nome de Leonardo Rodrigues de Jesus, conhecido como Léo Índio, voltou a ganhar repercussão após a divulgação de um vídeo gravado em Puerto Iguazú, na Argentina. Réu no Supremo Tribunal Federal (STF) por suposta participação nos atos de 8 de janeiro de 2023, ele aparece visitando a região da Garganta do Diabo, principal atração das Cataratas do Iguaçu no lado argentino.
Nas imagens, Léo Índio está acompanhado dos pais. Durante a gravação, o pai dele, o ex-militar Cláudio Márcio, comenta a visita ao ponto turístico e faz referência à proximidade com o Brasil.
"Estamos aqui na Garganta do Diabo. Do outro lado é Brasil e aqui é Argentina. Isso aqui é uma maravilha de Deus. Deus é bom o tempo todo e nós estamos curtindo aqui para honra e glória de Deus", afirma.
Localizada dentro do Parque Nacional Iguazú, a Garganta do Diabo é a maior e mais famosa queda das Cataratas do Iguaçu. Com cerca de 80 metros de altura, o atrativo fica na divisa entre Brasil e Argentina e concentra o maior volume de água de todo o complexo.
Léo Índio está na Argentina desde março de 2025. Segundo informações já divulgadas por sua defesa, ele recebeu autorização para permanecer no país durante a tramitação do processo ao qual responde no Brasil.
O primo dos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro deixou o território brasileiro após o avanço das investigações conduzidas pelo Supremo Tribunal Federal. Em outubro de 2023, a Polícia Federal apreendeu seu passaporte durante uma operação.
Em fevereiro de 2025, a Primeira Turma do STF aceitou por unanimidade a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), tornando Léo Índio réu pelos crimes relacionados aos atos de vandalismo registrados em Brasília no dia 8 de janeiro de 2023. A defesa apresentou recursos, mas a ação penal foi mantida.
Também pesa contra ele um mandado de prisão expedido pelo ministro Alexandre de Moraes. Por esse motivo, Léo Índio é considerado foragido da Justiça brasileira e poderá ser preso caso retorne ao país.
Enquanto permanece na Argentina, ele também protocolou uma petição na Organização dos Estados Americanos (OEA), na qual alega perseguição política e questiona decisões do ministro Alexandre de Moraes. O processo segue em tramitação no Supremo Tribunal Federal.
Fonte: Portal da Cidade
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