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Ponte Tancredo Neves

Após filas de até 4 horas, Argentina discute mudanças na fronteira com Foz do Iguaçu

Governo deve enviar representantes a Puerto Iguazú em até 30 dias e avalia reforçar equipes responsáveis pelo controle migratório.

Publicado em 18/09/2026 às 08:58

(Foto: Divulgação/Senado Argentino)

Autoridades argentinas irão a Puerto Iguazú em até 30 dias para discutir medidas contra as longas filas na fronteira com o Brasil. O compromisso foi assumido durante uma reunião no Senado argentino que discutiu os problemas enfrentados na Ponte Internacional Tancredo Neves, ligação entre Foz do Iguaçu e a cidade argentina.

O encontro reuniu representantes do governo nacional, do Senado e de entidades do turismo, comércio, hotelaria e gastronomia de Puerto Iguazú. A principal cobrança foi por ações concretas para diminuir o tempo de espera nos controles de entrada e saída da Argentina.

Entre as medidas discutidas está o reforço no atendimento da Migração argentina, com a incorporação de aproximadamente 25 a 30 servidores. Também foi debatido o uso de novas ferramentas tecnológicas para agilizar a identificação e o registro dos viajantes.

O próximo passo será levar a discussão para a própria fronteira. Representantes do governo argentino assumiram o compromisso de ir a Puerto Iguazú dentro de 30 dias para analisar a situação no local e dar continuidade às propostas apresentadas durante a reunião.

Plano com responsáveis e prazos

As entidades empresariais também pediram a elaboração de um plano mais amplo para melhorar o funcionamento da passagem entre os dois países. A cobrança é para que cada medida tenha um órgão responsável, prazo para execução e acompanhamento dos resultados.

As discussões envolvem os serviços de Migração e Aduana, além da estrutura utilizada para receber o grande fluxo de moradores e turistas que circulam diariamente entre Foz do Iguaçu e Puerto Iguazú.

Outra possibilidade levantada é modernizar procedimentos antes mesmo de o viajante chegar ao controle migratório, permitindo que parte das informações seja preenchida antecipadamente. A proposta ainda está em discussão e não há prazo anunciado para implantação.

Filas motivaram reunião

A pressão por mudanças aumentou por causa das longas esperas registradas na Ponte Tancredo Neves. Representantes do turismo relataram ao Senado que, durante períodos de maior movimento, a travessia pode levar até quatro horas, principalmente para quem entra na Argentina.

O setor turístico afirma que a demora também provoca prejuízos a Puerto Iguazú. Visitantes que estão em Foz do Iguaçu podem desistir de atravessar a fronteira diante da previsão de passar horas na fila.

Também foram discutidas mudanças mais amplas na estrutura da passagem e na circulação internacional de cargas. Entre os pontos citados está a possibilidade de aproveitar a estrutura do novo Porto Seco de Foz do Iguaçu em uma futura reorganização logística. Até agora, porém, não houve anúncio de mudança nesse sistema.

Com o encontro no Senado, a cobrança das entidades passa a se concentrar no cumprimento dos compromissos. O primeiro prazo é de 30 dias, período estabelecido para que representantes do governo nacional estejam em Puerto Iguazú e avancem na definição das medidas para melhorar a travessia.

Fonte: Portal da Cidade

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