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Situação preocupante

Foz registra 33 mortes por síndrome respiratória em 2026; maioria das vítimas era idosa

Crianças são as mais infectadas, mas idosos seguem como grupo mais vulnerável às complicações e óbitos.

Publicado em 01/06/2026 às 08:36
Atualizado em

(Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)

A Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) tem preocupado autoridades de saúde em Foz do Iguaçu. Desde o início de 2026, o município registrou 33 mortes relacionadas a complicações respiratórias, uma média de um óbito a cada quatro dias.

Os dados apontam que mais de 380 casos já foram notificados neste ano. Embora as crianças sejam as principais vítimas das infecções e internações, os idosos são os que mais morrem em decorrência da doença.

Dos 33 óbitos registrados, 22 ocorreram entre pessoas com mais de 60 anos, o equivalente a cerca de 67% de todas as mortes. A faixa etária mais atingida é a de 60 a 69 anos, com 10 mortes. Em seguida aparecem idosos de 70 a 79 anos, com oito óbitos, e pessoas com 80 anos ou mais, com quatro registros.

Os números divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde também mostram que houve três mortes de crianças entre 1 e 4 anos. Entre adultos de 20 a 29 anos foram registrados dois óbitos, mesmo número observado na faixa de 40 a 49 anos. Já entre pessoas de 50 a 59 anos ocorreram quatro mortes.

As crianças de até 9 anos representam o grupo com maior número de infecções, somando 221 casos, o que corresponde a aproximadamente 57% das notificações registradas na cidade.

A Influenza A segue como a principal causa das internações por síndromes respiratórias em todas as faixas etárias. Outro fator que preocupa os profissionais de saúde é o aumento dos casos graves de Covid-19, especialmente entre idosos acima dos 70 anos.

Segundo especialistas, a presença de doenças pré-existentes e a fragilidade natural do sistema imunológico tornam os idosos mais vulneráveis às complicações respiratórias. Em muitos casos, os sintomas podem evoluir rapidamente e exigir internação.

A orientação é que familiares e responsáveis fiquem atentos aos sinais de agravamento, como falta de ar, febre persistente, chiado no peito, cansaço excessivo, perda de apetite e mudanças no comportamento, especialmente entre idosos, que nem sempre apresentam febre durante a infecção.

A baixa cobertura vacinal também preocupa as autoridades. A meta é imunizar mais de 42 mil idosos em Foz do Iguaçu, mas pouco mais de 17 mil receberam a vacina contra a gripe até agora, o que representa cerca de 40% do público-alvo. Entre as crianças, apenas 4,3 mil foram vacinadas, de uma meta superior a 20,8 mil, alcançando aproximadamente 20% de cobertura.

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