SAÚDE INFANTIL
Crianças enfrentam longa fila por neuropediatra e psiquiatra infantil em Foz
Vereadora cobra dados da Prefeitura sobre espera por consultas, terapias e falta de especialistas na rede municipal.
Publicado em
12/05/2026 às 09:50
Atualizado em
Mães, pais e profissionais das áreas da saúde e educação têm feito constantes apelos sobre a demora no atendimento de crianças que aguardam consultas com neuropediatras e psiquiatras infantis em Foz do Iguaçu. A situação levou a vereadora Yasmin Hachem a apresentar um requerimento cobrando informações da Prefeitura sobre a fila de espera e a estrutura de atendimento oferecida pelo município.
O documento encaminhado ao Executivo questiona o número de crianças aguardando atendimento nas especialidades de neuropediatria e psiquiatria infantil, principalmente na faixa etária de 0 a 2 anos. O requerimento também pede esclarecimentos sobre o funcionamento do Centro Especializado de Reabilitação (CER IV) e do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS).
Segundo a parlamentar, famílias relatam dificuldades não apenas para conseguir consultas, mas também para iniciar terapias e tratamentos após o diagnóstico.
“Hoje, as crianças enfrentam uma situação muito grave no município por conta das filas de espera para atendimento com especialistas. E, mesmo após conseguirem um diagnóstico, ainda precisam aguardar anos para iniciar terapias e tratamentos”, afirmou Yasmin.
A vereadora destaca que o atendimento precoce é fundamental para o desenvolvimento infantil, especialmente em casos de crianças neurodivergentes, como pacientes com Transtorno do Espectro Autista (TEA). De acordo com ela, a demora no acesso ao diagnóstico e às terapias pode causar impactos no desenvolvimento cognitivo, escolar e social das crianças.
O requerimento também pede informações sobre a quantidade de profissionais disponíveis na rede municipal, incluindo unidades próprias, o CER IV e instituições conveniadas. Além disso, questiona se existem vagas abertas, processos seletivos ou editais em andamento para contratação de especialistas.
Outro ponto levantado é a existência de mutirões, ações emergenciais ou estratégias da Secretaria Municipal de Saúde para acelerar os atendimentos e reduzir o tempo de espera das famílias.
O documento foi encaminhado ao prefeito e aguarda resposta oficial da administração municipal.
Fonte: Portal da Cidade
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