FILAS DO SUS
Foz terá novo sistema para monitorar filas e tempo de espera por atendimento no SUS
Painel reunirá dados de consultas, exames, cirurgias e leitos e deverá apontar situações críticas na rede municipal.
Publicado em
21/09/2026 às 12:01
Atualizado em
As filas e o tempo de espera por atendimento no SUS em Foz do Iguaçu deverão passar por um novo sistema de acompanhamento. O Conselho Municipal de Saúde (Comus) aprovou a criação de um painel que reunirá informações de diferentes áreas da rede municipal para facilitar a fiscalização dos serviços.
Entre os dados previstos estão filas para consultas, exames, procedimentos e cirurgias eletivas, além da movimentação de leitos e informações sobre pacientes encaminhados para tratamento fora do município.
Painel vai cruzar informações da saúde
Chamado de Painel de Bordo do Controle Social da Saúde, o sistema deverá cruzar, em tempo real, informações do DataSUS e e-SUS com o RP Saúde, utilizado pelo município. A implantação tecnológica ficará sob responsabilidade do Departamento de Tecnologia da Informação da administração municipal.
O acompanhamento não ficará restrito às filas. O painel também deverá apresentar dados sobre consultas, procedimentos, exames, atendimentos de urgência e emergência e Tratamento Fora do Domicílio, o TFD.
Também está previsto o acompanhamento do estoque de medicamentos e outros insumos em unidades como UBSs, CER IV, Centro de Especialidades Odontológicas, CAPS, UPAs e Hospital Municipal Padre Germano Lauck.
Contratos também serão acompanhados
Outra frente será o monitoramento dos contratos e convênios mantidos pela saúde municipal. O sistema deverá apontar, por exemplo, situações em que exista risco de suspensão de serviços por prestadores ou pedidos para encerramento de atendimentos pactuados.
Dados financeiros também entrarão no painel. A proposta prevê comparar a execução do orçamento da saúde com as metas estabelecidas no Plano Municipal de Saúde e na Programação Anual de Saúde.
Tempo na fila será usado para identificar situações críticas
Uma das novidades é a criação do chamado Índice de Sofrimento Humano, o ISH. Apesar do nome técnico, o objetivo é reunir indicadores para identificar quais problemas da saúde precisam de atenção prioritária.
O cálculo deverá considerar três pontos principais: quantidade de pessoas na fila e tempo de espera, gravidade do risco clínico ou epidemiológico e satisfação dos pacientes, incluindo registros feitos na Ouvidoria.
Quando os indicadores atingirem uma situação considerada crítica, o problema deverá entrar automaticamente como prioridade na reunião seguinte do Conselho Municipal de Saúde. Também poderão gerar alerta denúncias que indiquem falhas recorrentes e situações com risco de interrupção de serviços ou falta de medicamentos e insumos.
Informações deverão permitir acompanhamento das metas
Além de mostrar os números atuais, a proposta determina que o sistema considere o histórico dos atendimentos e as metas previstas para a saúde. Dessa forma, será possível comparar, por exemplo, a evolução das filas e verificar se os objetivos estabelecidos para determinado período estão sendo alcançados.
A resolução também prevê que informações consideradas essenciais sobre filas, exames, consultas, procedimentos, cirurgias e leitos possam ser consultadas pelos conselheiros responsáveis pela fiscalização e pelo acompanhamento da saúde municipal.
Fonte: Portal da Cidade
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