Portal da Cidade Foz

COMBATE À DENGUE

CCZ vai vistoriar 4,7 mil imóveis para identificar focos do mosquito da dengue

Levantamento começou nesta terça-feira (3) e segue até o dia 13. Cidade registra 45 casos de dengue em 2026 e está há dois anos sem mortes pela doença.

Publicado em 04/11/2026 às 17:23

(Foto: PMFI/Divulgação)

Agentes do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) começaram a percorrer bairros de Foz do Iguaçu para identificar focos do mosquito da dengue. Até o dia 13 de novembro, aproximadamente 4,7 mil imóveis serão vistoriados em diferentes regiões da cidade.

O trabalho começou nesta terça-feira (3) e faz parte do Levantamento de Índice Rápido para o Aedes aegypti (LIRAa), que permite identificar onde há maior concentração de larvas do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya.

A preocupação é com o aumento da infestação durante os próximos meses, quando a combinação de chuvas frequentes e temperaturas elevadas favorece a reprodução do mosquito.

Atualmente, Foz do Iguaçu registra 45 casos confirmados de dengue em 2026. Ao todo, foram 4.339 notificações, das quais 4.119 foram descartadas. O município não registra mortes pela doença desde 2024. Também foram confirmados dois casos de chikungunya neste ano.

Último levantamento colocou cidade em situação de alerta

O levantamento anterior, realizado em novembro de 2025, apontou um índice de infestação de 3,36%. Isso significa que, a cada 100 imóveis vistoriados, aproximadamente três apresentavam larvas do Aedes aegypti.

Pelos critérios do Ministério da Saúde, índices inferiores a 1% indicam baixo risco. Resultados entre 1% e 3,9% representam situação de alerta, enquanto percentuais superiores a 3,9% indicam risco elevado de surto ou epidemia.

Segundo o responsável pela Coordenação de Prevenção e Controle de Vetores, Renato Birkheur dos Santos, o levantamento ajuda a identificar os principais criadouros e direcionar as equipes para as áreas mais afetadas.

O LIRAa passou a ser realizado anualmente em Foz do Iguaçu porque o município também utiliza ovitrampas, armadilhas que permitem acompanhar a presença do mosquito ao longo do ano.

Mosquitos com bactéria também são liberados em 28 bairros

Além das vistorias, Foz do Iguaçu mantém uma estratégia complementar para reduzir a transmissão da dengue.

Desde agosto, o município realiza a segunda etapa de liberação de mosquitos Aedes aegypti com a bactéria Wolbachia, que reduz a capacidade de transmissão de vírus como os da dengue, zika e chikungunya.

Os chamados Wolbitos são liberados em 28 bairros, durante um período de 26 semanas. Ao se reproduzirem com os mosquitos presentes no ambiente, transmitem a bactéria aos descendentes.

A primeira etapa ocorreu em 2024. Com a conclusão da fase atual, a previsão é que a tecnologia alcance toda a área urbana de Foz do Iguaçu.

A iniciativa é conduzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e pela Wolbito do Brasil, com apoio do Ministério da Saúde, da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná e da Itaipu Binacional.

Moradores devem redobrar os cuidados

O CCZ alerta que a previsão de períodos mais chuvosos e quentes pode acelerar a reprodução do mosquito, aumentando o risco de novos casos.

Por isso, a orientação é que os moradores reservem alguns minutos por semana para verificar quintais, calhas, ralos, caixas-d'água e outros locais que possam acumular água parada.

A população também deve permitir a entrada dos agentes de combate às endemias, devidamente identificados, para que as equipes possam realizar as inspeções e orientar sobre a eliminação dos criadouros.

O resultado do novo levantamento deverá ajudar a definir as próximas ações de combate à dengue em Foz do Iguaçu.

Fonte: Portal da Cidade

Envie sua notícia

Participe do grupo do Portal da Cidade no WhatsApp