AGORA É LEI
Hospitais de Foz terão de oferecer dieta sem glúten para pacientes com doença celíaca
Alimentação deverá ser preparada com cuidados específicos para preservar a saúde e evitar riscos durante a internação.
Publicado em 25/06/2026 às 11:55
Quem convive com a doença celíaca sabe que uma simples refeição pode representar um risco à saúde. Em Foz do Iguaçu, esse cuidado passa a ser uma obrigação para hospitais públicos e privados, que deverão oferecer alimentação totalmente livre de glúten aos pacientes diagnosticados com a condição durante todo o período de internação.
A medida busca garantir mais segurança alimentar e evitar complicações provocadas pelo consumo acidental da proteína presente no trigo, na cevada e no centeio. Para pessoas com doença celíaca, a ingestão de glúten desencadeia uma reação autoimune que compromete o intestino e dificulta a absorção de nutrientes essenciais ao organismo.
Para que o atendimento seja realizado corretamente, o paciente ou seu responsável deverá informar a condição no momento da internação. A informação será registrada no prontuário, permitindo que a equipe hospitalar adote todos os cuidados necessários durante a permanência na unidade.
Além de oferecer refeições específicas, os hospitais deverão adotar protocolos para impedir a chamada contaminação cruzada. Isso inclui o preparo separado dos alimentos, uso de utensílios exclusivos e, quando houver fornecimento por empresas terceirizadas, a entrega das refeições em condições adequadas de temperatura e higiene.
Caso seja necessário aquecer os alimentos, o procedimento deverá ocorrer em equipamentos destinados exclusivamente às dietas sem glúten. Os utensílios utilizados para servir as refeições também deverão ser descartáveis, reduzindo ainda mais o risco de contato com alimentos que contenham a proteína.
As instituições de saúde terão um período de adaptação para implementar as mudanças e adequar seus processos internos. A expectativa é que a medida fortaleça a segurança dos pacientes celíacos e torne o atendimento hospitalar mais inclusivo, respeitando as necessidades alimentares de quem depende de uma dieta rigorosamente livre de glúten.
Fonte: Portal da Cidade
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