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Disputa milionária

Concessão de R$ 290 milhões do Macuco Safari começa a ser definida nesta quarta

Empresas apresentam propostas nesta quarta (5), e disputa de lances para administrar a atração ocorrerá em 12 de agosto.

Publicado em 05/08/2026 às 12:50

(Foto: Divulgação/Arquivo)

O processo para definir a nova administradora do Macuco Safari entra em uma etapa decisiva. O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, ICMBio, recebe nesta quarta-feira (5) as propostas das empresas interessadas na concessão da atração.

A abertura das propostas e a disputa de lances estão marcadas para 12 de agosto. A concessão tem valor estimado em R$ 290,1 milhões e permitirá que a empresa vencedora administre o passeio no Parque Nacional do Iguaçu pelos próximos 15 anos.

O valor estimado considera os investimentos obrigatórios, as outorgas fixa e variável e os demais encargos previstos durante toda a concessão.

Tarifa deverá ter redução

O novo contrato estabelece mudanças nos preços e nas regras de acesso ao passeio. A futura concessionária deverá aplicar uma redução mínima de 20% sobre o valor máximo da tarifa.

Também estão previstas gratuidade para pessoas inscritas no Cadastro Único, o CadÚnico, e ampliação dos critérios para concessão de meia-entrada.

Vencerá a licitação a empresa que oferecer o maior valor de outorga fixa ao ICMBio. Além desse pagamento, a concessionária deverá repassar ao instituto o equivalente a 6% da receita bruta obtida com a operação.

Após a homologação do resultado e a assinatura do contrato, haverá um período de transição de até 90 dias entre a atual operadora e a nova concessionária. Com isso, a mudança na administração poderá ocorrer entre o fim de 2026 e o início de 2027.

Segurança terá novas exigências

O edital estabelece investimentos obrigatórios em infraestrutura e segurança. A empresa vencedora deverá modernizar as estações de embarque e desembarque, as bases operacionais, os centros de atendimento, os sanitários e outros espaços utilizados pelos visitantes.

Também será necessário manter um programa permanente de renovação dos veículos terrestres e das embarcações usadas no passeio.

Na operação aquática, a concessionária deverá cumprir as normas da Marinha do Brasil relacionadas à capacidade máxima, estabilidade, motorização e manutenção das embarcações. Passageiros e tripulantes deverão utilizar coletes salva-vidas homologados durante todo o percurso.

A empresa ainda terá de manter um plano de emergência com procedimentos de resgate, evacuação e primeiros socorros. Os registros e laudos das inspeções mecânicas dos veículos, motores e cascos das embarcações deverão permanecer atualizados e disponíveis para consulta.

O contrato poderá ser encerrado antecipadamente se houver descumprimento repetido das normas de segurança, situações que coloquem a vida dos visitantes em risco, danos ao meio ambiente ou atrasos injustificados nos investimentos obrigatórios.

Contrato atual venceu em 2025

A atual concessão do Macuco Safari foi assinada em 2010. O contrato venceu em junho de 2025, mas foi prorrogado por meio de termos aditivos para que a empresa permaneça responsável pelo passeio até a conclusão da nova licitação.

No modelo atual, os pagamentos ao poder público são baseados principalmente em percentuais sobre a venda de ingressos e o faturamento da atração. Na nova concessão, o principal critério para escolher a vencedora será o maior valor de outorga fixa oferecido ao ICMBio.

Além de manter o passeio tradicional, a futura concessionária poderá criar novas atividades de ecoturismo e instalar lojas, serviços de fotografia, espaços de alimentação e outros equipamentos de apoio aos visitantes. Todas as novidades deverão ser previamente aprovadas pelo ICMBio.

Atualmente, a experiência começa com um percurso de aproximadamente dois quilômetros em veículos elétricos pela Mata Atlântica. Depois, os visitantes seguem por uma trilha até o deck de embarque no Rio Iguaçu. A última etapa é realizada em barcos infláveis, que navegam por cerca de 25 a 30 minutos até as proximidades das Cataratas do Iguaçu.

Fonte: Portal da Cidade

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