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RELEMBRE OS CASOS

Em busca de objetos e fotos, turistas desafiam a segurança nas Cataratas do Iguaçu

Administrações dos parques reforçam que ultrapassar grades pode resultar em punições e multas.

Publicado em 07/06/2026 às 22:16

(Foto: Reprodução)

As Cataratas do Iguaçu encantam milhões de visitantes todos os anos com suas paisagens impressionantes e a força das águas. Mas, em meio ao cenário de contemplação, alguns turistas têm chamado atenção por atitudes que desafiam a lógica e colocam vidas em risco.

O caso mais recente ocorreu neste sábado (6), no lado brasileiro do Parque Nacional do Iguaçu. Um turista brasileiro foi filmado se pendurando na passarela e pulando no rio para recuperar um celular que havia caído. A cena, registrada por outros visitantes, mostra o homem próximo à correnteza e às quedas d'água antes de conseguir retornar à estrutura.

A administração do parque informou que bombeiros civis realizaram intervenção imediata, orientaram o visitante sobre os riscos e o acompanharam até o fim do passeio, quando ele foi retirado da unidade.

O episódio reacendeu a lembrança de outras situações perigosas registradas recentemente nas Cataratas.

O turista que arriscou tudo por um chapéu

Em janeiro deste ano, um visitante protagonizou uma cena que repercutiu internacionalmente. No mirante da Garganta do Diabo, no lado argentino das Cataratas, ele ultrapassou as grades de proteção para recuperar um chapéu levado pelo vento.

Imagens gravadas por turistas mostram o homem caminhando por uma área extremamente perigosa, próxima ao precipício. O local possui cerca de 80 metros de altura, equivalente a um prédio de aproximadamente 27 andares. Após recuperar o acessório, ele retornou para a passarela sem sofrer ferimentos.

Bebê foi erguido sobre grade de proteção

Pouco tempo depois, outra situação causou indignação entre visitantes. Também na Garganta do Diabo, um homem foi flagrado levantando um bebê acima da grade de segurança enquanto uma mulher registrava fotografias.

A criança ficou suspensa em uma área próxima à borda das quedas d'água, gerando críticas nas redes sociais e preocupação entre turistas que acompanhavam a cena. O vídeo viralizou e levantou discussões sobre os limites da busca por registros fotográficos em locais de risco.

Regras existem para evitar tragédias

Diante dos episódios, as administrações dos parques nos lados brasileiro e argentino reforçam constantemente que é proibido ultrapassar grades, guarda-corpos ou qualquer estrutura de proteção.

As barreiras foram instaladas justamente para impedir acidentes em áreas onde a força da água, o terreno escorregadio e a altura representam riscos reais aos visitantes.

No lado brasileiro, a orientação é acionar as equipes de segurança caso algum objeto caia em locais de difícil acesso. Qualquer tentativa de recuperação por conta própria pode colocar não apenas o visitante em perigo, mas também comprometer futuras operações de resgate.

Já no lado argentino, turistas flagrados desrespeitando as normas podem receber multas e até ser impedidos de visitar outros parques nacionais do país.

Embora as Cataratas do Iguaçu sejam conhecidas pela beleza que impressiona turistas do mundo inteiro, os episódios recentes mostram que alguns visitantes continuam ignorando os limites da segurança em busca de um objeto perdido, uma foto diferente ou alguns segundos de aventura.

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