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APURAÇÃO AMBIENTAL

Influenciadores são alvo de apuração após dar banana a quatis nas Cataratas do Iguaçu

ICMBio analisa vídeo de Fael Alegria e Paulo Felipe e pediu informações à concessionária do parque. Aplicação de possíveis punições ainda está em análise.

Publicado em 16/09/2026 às 00:14
Atualizado em

(Foto: Reprodução/Video/Redes Sociais)

Um vídeo em que os influenciadores Fael Alegria e Paulo Felipe aparecem oferecendo pedaços de banana a quatis nas Cataratas do Iguaçu motivou a abertura de uma apuração pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). As imagens foram gravadas durante uma visita ao Parque Nacional do Iguaçu, em Foz do Iguaçu.

A gravação mostra diferentes momentos do passeio, incluindo um banho na região da passarela das Cataratas e a aproximação com os animais para oferecer comida.

Segundo o Parque Nacional do Iguaçu, o ICMBio abriu um procedimento para avaliar as condutas e solicitou informações à concessionária Urbia Cataratas, incluindo eventuais registros do episódio.

Na avaliação inicial do instituto, as imagens mostram comportamentos que podem contrariar as normas de visitação. A aplicação de punições ainda está em análise, sem confirmação de multa aos influenciadores nas informações divulgadas. A gravação foi removida do Instagram.

Alimentar animais pode gerar multa

Conforme a orientação do ICMBio, oferecer comida a animais silvestres dentro de uma unidade de conservação pode caracterizar infração administrativa e também configurar crime ambiental, dependendo das circunstâncias.

O instituto informou que a multa pode chegar a R$ 10 mil. O valor pode ser superior caso a conduta seja enquadrada como maus-tratos. Esse enquadramento, porém, depende da análise do caso.

O Parque Nacional do Iguaçu reforçou que as regras de visitação buscam proteger os animais, preservar o patrimônio natural e garantir a segurança de quem visita a unidade.

Outro visitante foi multado em R$ 7,8 mil

Em outro episódio nas Cataratas, um turista recebeu multa de R$ 7,8 mil após ultrapassar a estrutura de proteção para tentar recuperar um celular. O caso ocorreu em 6 de junho de 2026.

O visitante passou pelo guarda-corpo e entrou em uma área restrita do Parque Nacional do Iguaçu. A penalidade foi aplicada pelo ICMBio por descumprimento das normas da unidade de conservação.

Fonte: Portal da Cidade

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