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Comparativo

Lado argentino das Cataratas cobra ingresso mais caro e recebe 30% menos turistas

Cataratas argentinas recebem 309 mil turistas a menos que o lado brasileiro em 2026.

Publicado em 22/06/2026 às 15:37
Atualizado em

(Foto: Divulgação)

As Cataratas do Iguaçu vivem um cenário de contrastes em 2026. Embora abriguem a mesma maravilha natural, os parques nacionais do Brasil e da Argentina apresentam resultados bastante diferentes em número de visitantes e até no custo para o turista.

No lado brasileiro, o Parque Nacional do Iguaçu ultrapassou a marca histórica de 1 milhão de visitantes ainda no primeiro semestre. Até 14 de junho, foram registrados 1.001.098 turistas, crescimento de 13,84% em relação ao mesmo período de 2025, quando o parque havia recebido 879.396 pessoas.

O resultado representa um novo recorde. É a primeira vez que o atrativo alcança a marca de 1 milhão de visitantes antes do fim de junho, quase um mês antes do registrado no ano passado. A expectativa é que o parque volte a bater recorde anual de visitação.

Já do outro lado da fronteira, o Parque Nacional Iguazú, em Puerto Iguazú, segue praticamente estagnado. Até a mesma data, o atrativo argentino recebeu 692.238 visitantes, número praticamente igual ao do ano passado e cerca de mil turistas inferior ao registrado em 2025.

Na comparação direta, o lado argentino recebeu 308.860 visitantes a menos que o brasileiro. Isso significa um movimento aproximadamente 31% inferior ao registrado em Foz do Iguaçu.

Outro fator que chama a atenção é o preço dos ingressos.

No lado brasileiro, o ingresso custa R$ 118 para brasileiros e moradores dos países do Mercosul. Turistas de outros países pagam R$ 131, enquanto moradores dos municípios vizinhos ao parque têm desconto por meio do Passe Comunidade e pagam R$ 26.

Já no lado argentino, o ingresso para visitantes estrangeiros, incluindo brasileiros, custa 60 mil pesos argentinos, o equivalente a aproximadamente R$ 280, considerando a cotação atual. Argentinos pagam 25 mil pesos (cerca de R$ 117) e moradores da província de Misiones desembolsam 8 mil pesos, aproximadamente R$ 37.

Na prática, um turista brasileiro paga hoje mais que o dobro para visitar o lado argentino das Cataratas em comparação ao ingresso do parque brasileiro.

Especialistas do setor apontam que fatores como o câmbio, o aumento dos preços na Argentina, a ampliação da conectividade aérea de Foz do Iguaçu, os investimentos em infraestrutura turística e a promoção internacional do destino ajudam a explicar o desempenho superior do lado brasileiro.

Os dados de visitação também mostram a força internacional do Parque Nacional do Iguaçu. Os brasileiros lideram o ranking de visitantes, com 598.093 registros. Em seguida aparecem argentinos, com 134.435 turistas, paraguaios, com 36.975, norte-americanos, com 27.442, e alemães, com 25.573. Ao todo, pessoas de mais de 180 nacionalidades passaram pelo atrativo em 2026.

Mesmo oferecendo experiências complementares e diferentes ângulos de uma das Sete Maravilhas Naturais do Mundo, os números mostram que, neste ano, o turismo tem escolhido majoritariamente o lado brasileiro das Cataratas do Iguaçu.

Fonte: Portal da Cidade

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